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Estudo analisa longevidade de supercentenários e miscigenação no Brasil

Estudo analisa relação entre miscigenação e longevidade em centenários brasileiros, com resultados preliminares e potenciais impactos na saúde de longo prazo

casal de idosos sentados em um quintal
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  • Estudo brasileiro analisa material genético de pessoas com mais de cem anos para entender a longevidade, destacando a possível relação entre miscigenação e envelhecimento saudável.
  • A pesquisa envolve mais de cem centenários, incluindo 20 supercentenários, recrutados em diferentes regiões do Brasil, com equipe da Universidade de São Paulo, liderada pela geneticista Mayana Zatz.
  • A hipótese é que a diversidade genética brasileira, resultado da miscigenação entre europeus, africanos e indígenas, pode influenciar fatores genéticos e imunológicos ligados à longevidade.
  • O próximo passo é investigar o perfil imunológico dos participantes, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, para entender a relação entre imunidade e envelhecimento.
  • No Brasil, há mais de 37 mil pessoas com cem anos ou mais, e os autores ressaltam que os resultados até agora são preliminares, buscando contribuir para diretrizes de envelhecimento com saúde.

O estudo analiza a relação entre longevidade e miscigenação entre brasileiros. Centenários e supercentenários são o foco, com dados clínicos e genéticos coletados em várias regiões do país. A hipótese é que a diversidade genética possa influenciar envelhecimento saudável.

A primeira fase envolveu mais de 100 centenários, incluindo 20 supercentenários, de diferentes origens e classes sociais. A equipe é ligada ao Genoma USP, sob a liderança da geneticista Mayana Zatz, e já mapeou variantes genéticas nesses indivíduos.

Objetivo e método

A pesquisa visa identificar fatores genéticos e imunológicos que expliquem a longevidade extrema. Parte dos resultados é preliminar, segundo os pesquisadores. O próximo passo é analisar o perfil imunológico da amostra com colaboração da UFMG.

Os autores ressaltam que o Brasil, com mais de 37 mil pessoas com 100 anos ou mais, representa um campo único para esse tema. A diversidade brasileira é destacada como lacuna em bancos de dados genéticos.

Perspectivas e perguntas em aberto

Os coordenadores ressaltam que, em comparação com a população europeia, há diferenças de vulnerabilidade e acesso à saúde. A equipe estuda como a miscigenação pode trazer variantes não observadas em populações mais homogêneas.

Entre os coautores, Mateus Vidigal afirma que o estudo pode orientar diretrizes para envelhecimento com saúde. A pesquisa pretende ampliar amostras nos próximos cinco anos, com recrutamento de pessoas acima de 95 anos.

Observações sobre os participantes

Os pesquisadores observam estabilidade hormonal diferente em supercentenários, com sinais de preservação de hormônios sexuais. Esse padrão está ligado a uma maior resistência celular ao envelhecimento.

Avaliando o estado funcional, os autores destacam que muitas pessoas com mais de 100 anos mantêm lucidez, independência e atividades físicas. Ainda assim, o grupo inclui indivíduos com hábitos variados.

Participação e próximas etapas

Interessados em integrar a pesquisa podem enviar dúvidas para dnalongevo@usp.br. O artigo Insights from Brazilian supercentenarians está disponível on-line, com dados da coorte brasileira.

A irmã Inah Canabarro Lucas, lembrada como a pessoa mais velha do mundo em determinado período, figura entre os casos estudados. Em termos de padrões, mulheres apresentam maior longevidade e estatura mais baixa pode estar associada a maiores chances de vida longa.

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