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Carlos Lei discute uplink, redes mesh e DePIN para quebrar o gargalo em 2026

CEO da Uplink afirma que gargalo de conectividade exige novo modelo; plataforma monetiza Wi‑Fi ocioso, reduz custos e prepara DePIN para 2026

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  • Carlos Lei, CEO da Uplink, defende que o mundo já enfrenta um gargalo de conectividade e que o modelo tradicional de ampliar torres não é mais financeiramente sustentável.
  • A Uplink funciona como um marketplace de conectividade que conecta empresas e operadoras a capacidade ociosa de redes Wi‑Fi para offload de rede, geralmente com melhor desempenho interno e menor custo.
  • O processo de comutação é automático, eliminando a necessidade de os usuários se conectarem a novas redes conforme se movem por cidades, prédios e espaços públicos.
  • O modelo oferece três benefícios: melhoria na qualidade do serviço, entrega mais barata para as operadoras e nova monetização para os donos de roteadores, preservando a privacidade dos usuários.
  • A Uplink aposta em Avalanche, com um modelo de dois tokens — ULX como camada de incentivo e Network Credits para preços estáveis — e projeta que 2026 seja o ano em que DePIN escale, com mais pilotos empresariais e expansão de testnet pública.

Carlos Lei, CEO da Uplink, afirma em entrevista exclusiva à Cryptonews que o mundo já enfrenta um gargalo de conectividade. O modelo tradicional de expandir torres não é mais financeiramente sustentável. A demanda por dados supera a capacidade de infraestrutura e a viabilidade econômica das operadoras.

Lei descreve a Uplink como um mercado de conectividade que conecta empresas e operadoras, incluindo MVNOs, a capacidade de Wi-Fi subutilizada para offload de rede. O objetivo é entregar melhor desempenho interno com custos menores, automatizando a troca entre redes sem exigir que o usuário se reconecte.

A solução não compromete a privacidade: o usuário permanece conectado ao se deslocar por cidades, edifícios e espaços públicos. Segundo o executivo, há ganhos para três lados: qualidade de serviço, redução de custos para operadoras e nova monetização para proprietários de roteadores.

Uplink, Avalanche e a escolha do DePIN

A aposta técnica envolve construir sobre a plataforma Avalanche após a atualização “9000”. A decisão ocorreu por fatores como capacidade de execução, alinhamento com a comunidade e potencial de colaboração entre projetos sem competição direta por usuários.

A empresa utiliza um modelo dual-token: ULX como camada de incentivo para ampliar a oferta, e Network Credits para preços estáveis para clientes corporativos que desejam previsibilidade de custo por gigabyte. A estratégia visa atender compradores Web2 com rails cripto para resolver o problema de entrada no mercado.

Perspectivas para 2026 e expansão de implantação

Lei projeta 2026 como o ano em que o DePIN passa da teoria para a escala. Segundo ele, o setor amadureceu: o primeiro ano foi de construção, o segundo, de testes, e o terceiro deve trazer implantação comercial, receitas comprovadas e resultados mensuráveis. A Uplink busca ampliar visibilidade do testnet público e acelerar rollouts corporativos.

A empresa planeja chegar a uma Oferta Inicial de Token (TGE) apenas quando houver tração de produto e fundamentos de negócio fortes o bastante para fortalecer a rede, em vez de desviar o foco da equipe. A leitura é de que as soluções descentralizadas podem entregar resultados comparáveis aos Web2, com incentivos no estilo Web3.

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