- Mais da metade dos adolescentes e jovens adultos compensam as noites mal dormidas nos finais de semana, o que pode amenizar prejuízos psicológicos.
- Em jovens de 16 a 24 anos, repor o sono perdido nos folgas pode reduzir em 41% os sintomas relacionados à depressão; com rotina de sono mais regular, o benefício pode passar de 41% para até 105%.
- As horas de sono recomendadas são 8 a 10 por noite para 16 e 17 anos e 7 a 9 horas para 18 a 24 anos, devido às mudanças do ciclo circadiano.
- Dados da National Health and Nutrition Examination Survey (2021-2023) indicam que cerca de 59% dos jovens compensavam o sono nos finais de semana; a pesquisa também avaliou sentimentos de tristeza ou depressão como possíveis sinais.
- O estudo também associou sobrepeso e obesidade a aumentos de 92% e 112% no risco de sintomas depressivos, respectivamente, destacando a relação entre saúde física e mental.
A recompensa de dormir menos na semana para quem tem entre 16 e 24 anos pode aparecer nos fins de semana. Um estudo publicado no Journal of Affective Disorders aponta que repor as horas perdidas reduz em 41% os sintomas de depressão nesse grupo.
A pesquisa analisou dados da NHANES (2021-2023) com jovens que registraram horários de sono. Cerca de 59% compensavam o déficit nos dias de folga, sugerindo benefício à saúde mental ao atrasar o relógio biológico.
Mesmo assim, a prática não substitui uma rotina regular de sono. Quando há horários estáveis, a redução de sintomas pode chegar a 105%. Ainda assim, muitos jovens enfrentam dificuldades para manter padrões ideais.
Jetlag social
Entre 16 e 24 anos, o sono recomendado é de 8 a 10 horas para 16-17 anos e de 7 a 9 horas para 18-24 anos, influenciado pelo ciclo circadiano. Adolescentes costumam ter sono atrasado, dificultando a adaptação a horários escolares.
O estudo sugere que atrasar o início das aulas em pelo menos uma hora pode beneficiar sono, humor e rendimento escolar. No Brasil, pesquisas associam o fenômeno ao alto índice de sono atrasado entre jovens.
Fatores como sobrepeso e obesidade também aparecem ligados a maiores riscos de depressão entre jovens, com aumentos de 92% e 112%, respectivamente, no estudo.
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