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Vida sexual das plantas é mais complexa do que se pensava

Diversidade de sistemas de determinação do sexo nas plantas com flores vai do hermafroditismo à dioecia, com formas intermediárias que afetam reprodução

Fotografia da Delonix regia, também conhecida como flamboyant, é uma árvore tropical cultivada por seus cachos de flores vermelho-alaranjadas brilhantes.
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  • Mais de 90% das flores são hermafroditas, possuindo funções masculinas e femininas na mesma flor (flores perfeitas), como no tomate, que pode se autopolinizar.
  • Algumas plantas têm flores unissexuais; em otras palavras, apresentam apenas ovário ou apenas pólen, o que leva a sistemas como monoicidade (mesma planta com flores masculinas e femininas separadas) e dioecia (plantas distintas, macho ou fêmea).
  • A dioecia evoluiu várias vezes na natureza, possivelmente para evitar problemas de autopolinização e doenças genéticas associadas.
  • Existem sistemas intermediários entre hermafroditismo e dioecia, como androdioecia (indivíduos hermafroditas e machos), gineodioico (fêmeas com hermafroditas) e trioecia (machos, fêmeas e hermafroditos na mesma população). Um exemplo é a raiz de Durango.
  • Os genes que determinam o sexo variam entre espécies, e a evolução desses sistemas parece ocorrer de modo complexo e flexível, ligado ao ambiente e aos desafios de reprodução.

A vida sexual das plantas é mais complexa do que se imagina. Plantas podem ter flores que são hermafroditas, com sexos separados ou até sistemas com três sexos. Pesquisas indicam que a diversidade de estratégias reprodutivas resulta da evolução.

Cerca de 90% das flores são hermafroditas, possuindo funções masculinas e femininas na mesma flor. Em espécies como o tomate, o ovário e as estruturas produtoras de pólen convivem na mesma peça reprodutiva.

Entretanto, nem todas as plantas hermafroditas se autopolinizam. Maçãs, por exemplo, exigem a presença de outra planta para frutificar, o que diferencia esse grupo.

Diversidade de sistemas de sexo

Algumas plantas apresentam flores unissexuais, com ovário ou pólen, dentro de indivíduos com funções distintas. Nessas espécies, a autopolinização nem sempre é possível.

Em alguns casos, a separação total dos sexos ocorre entre indivíduos diferentes, como no salgueiro, que pode ser puramente masculino ou feminino. Esse modelo é conhecido como dioecia.

Origens e variações

A dioecia surge como resposta aos efeitos da autopolinização, que pode triangular a saúde genética das plantas. A variação entre hermafroditismo e dioecia ocorre repetidamente ao longo da evolução.

Entre as plantas unissexuais, existem sistemas intermediários, como a androdioecia, em que há indivíduos hermafroditos e machos na mesma população. A raiz de Durango, planta nativa da Califórnia, exemplifica esse arranjo raro.

Modelos alternativos de sexo

Outro sistema é o gineodioico, com fêmeas coexistindo com indivíduos hermafroditos, observado em morangos silvestres. Em alguns casos, machos e fêmeas aparecem ao lado de plantas hermafroditas, levando à designação de trioecia.

Essa variedade de estratégias mostra que os mecanismos de determinação do sexo nas plantas com flores são altamente dinâmicos e multifacetados.

Base genética e evolução

O sexo nas plantas é, em grande parte, definido por genes. A compreensão detalhada desses mecanismos avançou com o avanço de tecnologias genéticas, permitindo observar variações entre espécies.

A pesquisa indica que a dioecia evoluiu várias vezes em grupos de plantas não relacionados, sugerindo trajetórias independentes de desenvolvimento desse traço. As ligações entre ginodioica, androdioecia e monoicidade apontam para transições possíveis entre sistemas.

Conclusões sobre o tema

Cientistas destacam que não há um único caminho para a determinação do sexo nas plantas. As escolhas dependem do ambiente, dos desafios de reprodução e da proximidade entre indivíduos da espécie.

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