- Um estudo mostra que a água-viva Cassiopea andromeda dorme oito horas por dia, e anêmonas do mar também entram em sono semelhante.
- Os pesquisadores identificaram esse padrão em espécies sem cérebro, o que sugere que o sono pode ter surgido junto com os primeiros neurônios.
- A hipótese é que o sono serve para proteger neurônios e reparar o DNA durante o descanso.
- O estudo foi conduzido pela Universidade Bar‑Ilan, em Israel, e publicado na revista Nature Communications.
- Ainda há outras hipóteses sobre a origem do sono, não sendo o único fator envolvido.
A água-viva Cassiopea andromeda dorme cerca de oito horas por dia, assim como muitos humanos, segundo estudo recente. Anêmonas do mar (Nematostella vectensis) também apresentam períodos de sono, revelam os pesquisadores. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Bar-Ilan, em Israel, e publicada na Nature Communications.
O estudo identifica que o sono em esses animais ocorre mesmo sem cérebro, apenas com redes neurais distribuídas pelo corpo. Os períodos de repouso aparecem como estado de inatividade semelhante ao sono humano, com cochilos adicionais ao longo do dia.
Além de quantificar a duração, os pesquisadores observaram que o sono funciona como janela de reparo celular. Durante o repouso, mecanismos de reparo ao DNA atuam com mais intensidade. Quando danos genéticos foram aumentados por radiação, as espécies dormiram mais horas.
O que a pesquisa mostra
Os cientistas registraram o padrão de sono em ambas as espécies e notaram similitude com o sono humano. A conclusão aponta que a função de proteção neural pode ter surgido com os primeiros neurônios no reino animal, há centenas de milhões de anos.
Implicações e próximos passos
Os autores ressaltam que o sono pode ter múltiplas funções biológicas. O estudo não estabelece uma única explicação, mas reforça a ideia de que a preservação das células nervosas está ligada ao repouso. Pesquisas futuras devem investigar outros grupos de animais.
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