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Pele sintética que muda de cor imita camuflagem de polvos

Pele sintética imita camuflagem de polvos, altera cor e textura em segundos; tecnologia promissora com aplicações em displays táteis, mas depende de imersão líquida

Fotografia de um polvo no fundo do mar.
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  • Pesquisadores da Universidade Stanford desenvolveram uma pele sintética que imita a camuflagem dos polvos, podendo alterar cor e textura para ficar invisível ou destacar-se no ambiente.
  • A pesquisa foi publicada na revista Nature na quarta-feira, 7, e aponta aplicações que vão desde camuflagem dinâmica até telas com textura para pessoas com baixa visão.
  • A pele funciona com duas camadas de filme polimérico: uma controla a cor e a outra a textura; ambas incham ao contato com água, com o relevo sendo moldado por um feixe de elétrons.
  • A mudança visual ocorre em cerca de 20 segundos e resulta em quatro estados diferentes, combinando a presença ou ausência de padrões de cor e de textura.
  • O principal desafio é a dependência de imersão em líquidos, o que reduz a portabilidade; se superado, há potencial para telas sensíveis ao toque com braille sob demanda, entre outras aplicações.

Pesquisadores da Universidade Stanford, nos EUA, desenvolveram uma pele sintética capaz de imitar a camuflagem dos polvos, alterando cor e textura. O estudo foi publicado na Nature nesta quarta-feira, 7, detalhando o funcionamento.

A tecnologia utiliza camadas de filme polimérico que incham em contato com água, com controle feito por um feixe de elétrons. A camada superior, revestida de ouro, molda o relevo, enquanto a camada inferior regula a cor.

O conjunto gera quatro estados visuais ao combinar padrões de cor e textura, com transformação ocorrendo em cerca de 20 segundos. No entanto, a dependência de imersão em líquidos reduz a portabilidade da solução.

Possíveis aplicações

Camuflagens dinâmicas e displays texturizados aparecem entre as potenciais utilizações. Pesquisadores citam também telas sensíveis ao toque que podem formar braille sob demanda antes de se achatar.

Desdobramentos e próximos passos

Especialistas destacam a necessidade de tornar o sistema mais compacto e autônomo. Questões de segurança, custo e escalabilidade também serão avaliadas em etapas futuras.

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