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Método de resfriamento eficiente pode viabilizar qubits de íons presos em chip

Resfriamento em chips fotônicos para íons atinge aproximadamente dez vezes abaixo do limite de Doppler, abrindo caminho para maior escalabilidade de computadores quânticos de íons

Researchers developed a photonic chip that incorporates precisely designed antennas to manipulate beams of tightly focused, intersecting light, which can rapidly cool a quantum computing system to someday enable greater efficiency and stability.
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  • Pesquisadores do MIT e do MIT Lincoln Laboratory desenvolveram método de resfriamento mais rápido e eficiente para íons aprisionados em chips fotônicos, visando escalabilidade de computadores quânticos baseados em íons.
  • A técnica usa resfriamento por gradiente de polarização com dois feixes de luz de polarizações diferentes, gerando padrões estáveis que controlam melhor a vibração do íon.
  • O experimento mostrou resfriamento nearly 10 vezes abaixo do limite Doppler, alcançado em cerca de 100 microssegundos, mais rápido que outras abordagens.
  • O chip incorpora duas antenas em escala nanométrica para emitir feixes de luz direcionados ao íon, com guias de onda que estabilizam o roteamento óptico e o padrão de vórtice da luz.
  • O trabalho, divulgado em Light: Science and Applications e Physical Review Letters, representa passo inicial para arquiteturas baseadas em chip com maior eficiência e estabilidade, abrindo caminho para operações quânticas mais avançadas.

A equipe do MIT, em colaboração com o MIT Lincoln Laboratory, apresentou uma técnica de resfriamento de íons aprisionados com uso de chips fotônicos, mais rápida e energeticamente eficiente. O método reduz a energia cinética dos íons a níveis próximos do zero absoluto, usando dois feixes de luz com polarizações diferentes que criam um vórtice estável de luz acima do chip.

A abordagem foi demonstrada pela primeira vez com sucesso em plataformas integradas, o que favorece a escalabilidade de computadores quânticos baseados em íons. O estudo indica que é possível alcançar resfriamento quase 10 vezes inferior ao limite de Doppler, em cerca de 100 microsegundos.

O que torna a inovação relevante é a integração dos componentes ópticos no próprio chip que aprisiona o íon, eliminando a necessidade de um conjunto externo extenso de laser e óptica. Esse avanço pode facilitar o uso de milhares de sítios de ion trap conectados a muitos íons em uma arquitetura escalável.

A equipe projetou uma chip com duas antenas em escala nanométrica, ligadas por guia de onda que estabiliza a rota óptica e ajuda a direcionar a luz para o íon. Gráficas de difração nos elementos alinham o feixe para otimizar a interação com o íon.

Entre os autores, destacam-se Jelena Notaros, Sabrina Corsetti, Ethan Clements e Felix Knollmann, além de pesquisadores do Lincoln Laboratory. O trabalho foi publicado em Light: Science and Applications e Physical Review Letters.

A pesquisa, financiada por agências como DOE e NSF, aponta caminhos para novas operações de estado quântico e maior eficiência de processamento de informações quânticas. A direção é a de testar diferentes arquiteturas de chips e ampliar o resfriamento com múltiplos íons.

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