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Nitrogênio pode acelerar a regeneração de árvores jovens em florestas tropicais

Nitrogênio acelera o reflorestamento em florestas tropicais jovens, com crescimento cerca de duas vezes maior nos primeiros dez anos, citando origem do nitrogênio como fator critical

Sunset over a Panamanian forest. Image by Rhett A. Butler/Mongabay.
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  • O estudo conduzido no Panamá avaliou nitrogênio e fósforo em florestas em recuperação de três idades (recém abandonadas, 10 anos e 30 anos) mais áreas de floresta madura, totalizando 76 parcelas com quatro tratamentos distintos.
  • Em árvores jovens, a adição de nitrogênio mostrou o maior resultado, com crescimento aproximadamente duas vezes mais rápido nos primeiros dez anos de recuperação.
  • O efeito do nitrogênio diminuiu em florestas de idade média e não foi detectável em florestas maduras.
  • Os pesquisadores alertam que a fonte de nitrogênio importa: fertilizantes sintéticos podem poluir cursos d’água e liberar óxido nítrico; sugerem usar árvores fixadoras de nitrogênio nativas ou áreas com nitrogênio excedente.
  • Se os resultados se repetirem globalmente, o recrescimento apoiado por nitrogênio poderia sequestrar cerca de 0,69 bilhão de toneladas de CO₂ por ano.

Dois ares de floresta tropical no Panamá foram usados para avaliar como o nitrogênio e o fósforo influenciam a recuperação de florestas degradadas. O estudo testou se há mudança na limitação de nutrientes conforme a idade da vegetação e qual papel o nitrogênio desempenha na reposição de carbono.

Os pesquisadores montaram 76 parcelas experimentais em florestas em recuperação de três idades distintas: antigas áreas de pastagem abandonadas, floresta secundária jovem (10 anos) e florestas secundárias mais velhas (30 anos). Além disso, houve plotagens em florestas maduras inauguradas em 1997.

Os trabalhos foram realizados entre 2015 e 2016, com tratamentos diferentes para cada parcela: nitrogênio adicionado, fósforo adicionado, ambos, ou sem adição (controle). Repetições ajudaram a confirmar os padrões observados.

Metodologia

A resposta mais significativa foi observada em árvores jovens que receberam nitrogênio adicional. A recuperação dos 10 primeiros anos passou a ocorrer quase duas vezes mais rápido com nitrogênio disponível.

A força da resposta diminuiu com a idade das árvores, sendo quase ausente em florestas maduras. Os autores destacam que a limitação por nitrogênio é mais intensa do que o esperado em estágios iniciais.

Resultados e implicações

Embora o nitrogênio facilite o crescimento e o sequestro de carbono em árvores jovens, o estudo alerta para a origem do nitrogênio. Fertilizantes sintéticos podem poluir rios e aumentar o óxido nitroso, um potente gás de efeito estufa.

Uma alternativa sugerida é integrar árvores fixadoras de nitrogênio na restauração, ou direcionar esforços para áreas com nitrogênio excedente devido a atividades industriais, pecuárias ou de transporte.

As pesquisadoras destacam a necessidade de replicar o experimento em mais florestas tropicais para confirmar a consistência global dos resultados. Se confirmada, o sequestro potencial seria relevante para políticas climáticas.

O estudo aponta que, mesmo com benefícios, a ação isolada não resolve as mudanças climáticas, representando apenas uma peça do quebra-cabeça.

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