- Foi criada a mais detalhada representação do leito sob o gelo da Antártica, usando dados de satélite e a física do movimento das geleiras.
- A nova carta topográfica revela dezenas de milhares de colinas, cristas e valepros escondidos sob a camada de gelo, com detalhes superiores aos mapas anteriores.
- Os pesquisadores destacam que o mapa pode ajudar a entender como a Antártica reage às mudanças climáticas e o impacto no aumento do nível do mar.
- Uma descoberta marcante é um canal profundo no Maud Subglacial Basin, com cerca de 50 metros de profundidade, 6 quilômetros de largura e quase 400 quilômetros de comprimento.
- Os cientistas admitem que o mapa tem incertezas e que o trabalho pode ser complementado com novas medições, mas consideram o recurso útil para preencher lacunas entre levantamentos já feitos.
Um estudo internacional detalhou pela primeira vez o relevo sob a camada de gelo da Antártica com nível de detalhe sem precedentes. A nova mapoteca usa dados de satélite e a física do fluxo das geleiras para inferir como seria a superfície rochosa abaixo do gelo.
Os pesquisadores encontraram dezenas de às centenas de morros, vales e cordilheiras até então invisíveis. As imagens geradas revelam com maior clareza a geografia subglacial de várias regiões, especialmente na Antártica Ocidental.
Segundo os autores, o mapa mais completo já elaborado depende de hipóteses sobre o movimento do gelo, o que traz incertezas. Mesmo assim, a área pesquisada pode iluminar a resposta da região às mudanças climáticas e o impacto no nível do mar.
Comentários de especialistas não envolvidos no estudo destacam o valor da ferramenta para complementar levantamentos de campo, ar e satélite. A comunidade científica vê nessa abordagem uma etapa para preencher lacunas entre medições antigas.
Uma das descobertas mais intrigantes é um canal profundo no leito, no Maud Subglacial Basin, com cerca de 50 m de profundidade, 6 km de largura e quase 400 km de extensão. Estima-se que haja muito mais a ser detalhado.
A equipe acredita que, com mais levantamentos, os mapas poderão aperfeiçoar modelos computacionais sobre como a Antártica pode responder ao aquecimento global. A velocidade de retração e o aporte de gelo ao nível do mar dependem de tais detalhes.
A pesquisa, publicada na revista Science, reforça a importância de combinar dados de várias técnicas para entender o que está abaixo da superfície de uma região tão remota e essencial ao clima global.
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