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Por que a memória piora com a idade? Novo estudo busca respostas

Estudo em Nature Communications aponta que o esquecimento na velhice resulta da soma de danos em várias regiões do cérebro, com o hipocampo tendo peso central

Fotografia de um casal de idosos olhando fotos.
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  • Um estudo publicado na Nature Communications analisou treze estudos com três mil setecentos e trinta e sete adultos cognitivamente saudáveis, avaliando mais de treze mil testes de memória e dez mil imagens de ressonância magnética.
  • A pesquisa mostra que a relação entre deterioração cerebral e esquecimento não é linear; a atrofia acima da média acelera a perda de memória.
  • O esquecimento resulta da soma de defeitos em várias regiões do cérebro ao longo do envelhecimento.
  • O hipocampo é a região com maior peso na memória, mas outras áreas ao redor do córtex também participam.
  • Com o tempo, o cérebro perde conexões, reduz o tamanho e funciona com mais lentidão, impactando a recuperação de lembranças recentes.

Com o passar dos anos, o cérebro tende a encolher e a funcionar de forma mais lenta. A memória parece sofrer um impacto quando diversas áreas da massa cinzenta são afetadas, não apenas uma região isolada.

Um estudo recente revisou 13 pesquisas com 3.737 adultos cognitivamente saudáveis. Foram analisadas mais de 13 mil avaliações de memória e 10 mil imagens de ressonância magnética. Os resultados apontam que a relação entre deterioração cerebral e esquecimento não é linear.

O trabalho indica que o esquecimento resulta da soma de defeitos em várias regiões cerebrais ao longo do envelhecimento. O hipocampo aparece como a área com maior peso na preservação das memórias, mas outras regiões próximas ao córtex também influenciam o processo.

O que muda no cérebro

Os pesquisadores destacam que o cérebro perde conexões e, em geral, diminui de tamanho com o tempo, o que reduz a capacidade de resgatar lembranças antigas e registrar fatos recentes com a mesma velocidade.

Implicações do novo modelo

Segundo o estudo, não há uma única estrutura responsável pela memória. Em vez disso, a deterioração distribuída, com contribuição de várias regiões, explica melhor a variação observada entre indivíduos.

Observação sobre doenças

O envelhecimento é diferente de doenças como Alzheimer e demência. Essas condições aceleram o esquecimento, mas não fazem parte do envelhecimento natural, reforçam os pesquisadores.

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