- Cavalo são capazes de distinguir odores de terror e alegria na transpiração de pessoas, ficando mais ansiosos ao cheirar o medo.
- O estudo, publicado no PLOS One, envolveu 43 cavalos expostos a amostras de suor de 30 voluntários em estados emocionais diferentes.
- Cavalos expostos ao cheiro de medo mostraram comportamento mais cauteloso e reagiram com sustos mais facilmente.
- O experimento utilizou algodão sob as axilas dos voluntários, que assistiram a cenas alegres e, no dia seguinte, a cenas de terror, gerando amostras de suor.
- Os resultados sugerem que o olfato, um sentido primitivo, ajuda na comunicação entre humanos e cavalos e pode ter influencia na relação entre as espécies.
Dois parágrafos iniciais de texto:
Cavalos expostos ao suor de pessoas apavoradas mostram maior hesitação e ansiedade, segundo estudo recente. A pesquisa aponta que o cheiro do medo influencia o comportamento dos animais diante de gente e de objetos desconhecidos. O trabalho foi publicado no PLOS One.
Foram avaliados 43 cavalos que receberam amostras de suor de voluntários em estados emocionais distintos. Os resultados indicam que o odor de medo intensifica a cautela dos animais, ao contrário do suor de alegria ou de um grupo controle.
Metodologia
Em 30 voluntários, amostras de suor foram coletadas enquanto assistiam a clipes variados, de alegria a terror. No dia seguinte, os mesmos voluntários viram cenas de terror para amplificar o estado emocional. O suor foi colocado em focinheiras para teste olfativo.
O que foi observado
Cavalos expostos ao cheiro de medo mantiveram maior distância de pessoas e objetos estranhos, e apresentaram mais sustos ao apresentar novidades. Em contraste, a reação foi menos intensa com o suor de alegria ou quando não havia cheiro.
Aspectos adicionais
Os autores destacam que o olfato é um sentido primitivo utilizado na comunicação interespecífica. Substâncias como adrenalina ou feromônios de atração podem acompanhar o suor, influenciando respostas em humanos e animais.
Considerações finais
Os pesquisadores sugerem que o senso olfativo de cavalos pode ter raízes em um ancestral comum de mamíferos. A domesticação possivelmente fortaleceu a leitura de estados emocionais por meio de cheiros, sons e expressões.
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