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Mosquitos na Mata Atlântica do Brasil preferem sangue humano

Desmatamento na Mata Atlântica leva mosquitos a buscar sangue humano, aumentando o risco de doenças e destacando a necessidade de mais estudos

A mosquito feeds on a human host. Photo by JJ Harrison via Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0).
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  • Em reservas da Mata Atlântica, pesquisadores coletaram 1.714 mosquitos; entre as fêmeas que se alimentam, 145 eram engordadas e 24 tiveram sangue analisável por DNA.
  • Desses 24, 18 tinham sangue de humanos; as demais fontes foram seis aves, um anfíbio, um canídeo e um camundongo.
  • Os cientistas dizem que os mosquitos estão preferindo humanos, possivelmente porque a perda de habitat reduziu animais selvagens disponíveis para alimentação.
  • A Mata Atlântica hoje tem menos de 30% de sua cobertura original, com áreas fragmentadas cercadas por assentamentos, agricultura e estradas.
  • Com desmatamento e aquecimento global, o risco de doenças zoonóticas pode aumentar; os pesquisadores pedem mais estudos sobre como a alteração do habitat afeta a alimentação dos mosquitos e a saúde pública.

A pesquisa mostrou que mosquitos da Mata Atlântica brasileira têm preferência por sangue humano. O estudo ocorreu em reservas da Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro, área marcada pela perda de habitat e pela redução de fauna.

Foram coletados 1.714 mosquitos em duas reservas diferentes. Dentre as fêmeas, que são as únicas que picam, 145 estavam engordadas para a preparação das eggs. Destas, 24 apresentaram sangue passível de análise por DNA.

De acordo com a análise, 18 das 24 amostras continham sangue humano, enquanto as demais provinham de seis aves, um anfíbio, um canídeo e um camundongo. Em várias moscas, houve alimentação em mais de uma espécie, incluindo combinações humano/anfíbio e humano/ave.

Contexto e implicações

Deflorestamento e perda de habitat reduziram o número de animais silvestres disponíveis para alimentação dos mosquitos. Pesquisadores destacam que, com menos vertebrados, os insetos podem buscar novas fontes de sangue, como humanos, elevando a possibilidade de transmissão de doenças.

Os autores ressaltam que a Mata Atlântica, antes extensa, hoje tem menos de 30% de sua cobertura original, com fragmentação considerável. A região se estende pela costa leste do Brasil e parte da Argentina, em área que já foi maior que a do Peru.

Observações finais e próximos passos

Especialistas enfatizam a necessidade de mais estudos para entender como a deflorestação afeta as escolhas de alimentação dos mosquitos. A relação entre mudanças ambientais e saúde pública continua sendo tema de interesse científico.

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