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Calor em favelas do Rio: estudo mede impactos da mudança climática

Estudo mede como calor extremo agrava a subsistência de 1,3 milhão de moradores de favelas do Rio, com sensores internos e diários de calor para subsidiar políticas

A drone view shows a favela on a mountain in Copacabana neighborhood in Rio de Janeiro, Brazil, June 4, 2025. REUTERS/Pilar Olivares
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  • O calor extremo em Rio de Janeiro atinge 40°C ou mais, tornando insuportável a vida em várias favelas, como a Chapeu Mangueira.
  • Cerca de 1,3 milhão de pessoas que moram nessas comunidades convivem com impactos diretos do clima na rotina e na saúde.
  • Pesquisadores da Universidade de Utrecht, na Holanda, instalaram termômetros nas casas da Chapeu Mangueira e do Morro da Babilônia para medir temperaturas internas.
  • Os moradores são convidados a manter diários de calor para registrar como as temperaturas afetam seus corpos e atividades diárias.
  • O objetivo é usar os dados para orientar políticas públicas que tratem não apenas das temperaturas nas ruas, mas também das condições dentro de casa, evidenciando desigualdades urbanas.

A pesquisa, realizada por Utrecht University, investiga o impacto do calor extremo nas favelas do Rio de Janeiro, onde cerca de 1,3 milhão de moradores vivem em bairros operários sem planejamento urbano. Em Chapeu Mangueira e Morro da Babilônia, termômetros foram instalados em residências para medir temperaturas internas e entender o efeito do calor no cotidiano.

Os pesquisadores monitoram temperaturas dentro das casas e solicitaram que moradores mantenham diários de calor, registrando como as altas temperaturas influenciam o sono, a alimentação e as rotinas diárias. O objetivo é revelar desigualdades climáticas que afetam especialmente famílias de baixa renda.

Segundo Francesca Pilo, coordenadora do projeto e professora de urbanismo da Utrecht University, os dados podem subsidiar políticas públicas que considerem não apenas a temperatura externa, mas as condições dentro dos lares. A iniciativa é apresentada como ponto de partida para compreender como a mudança climática amplifica desigualdades urbanas já existentes.

Metodologia e objetivos

A pesquisa combina medições ambientais com relatos dos moradores, buscando correlacionar temperaturas com impactos na saúde e na produtividade.

Contexto

O estudo enfatiza a pobreza estrutural em áreas elevadas da cidade, onde a densidade de construção e a ausência de infraestrutura agravam o calor, em contraste com bairros mais ricos.

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