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Câmeras ocultas revelam hábitos noturnos de ouriços

Câmeras em quatrocentos jardins de Chester revelam que jardins são habitat-chave para ouriços; alimentação atrai visitas noturnas e orienta conservação

A hedgehog is seen peering over a blue-gloved hand. The animal's nose, claw and black eyes are visible together with the black and white spines.
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  • Estudo em Chester monitorou hedgehogs em mais de 400 jardins, usando câmeras de observação domésticas.
  • Os animais apareceram em pouco da metade dos jardins estudados, com a comida como principal fator de atração.
  • Pesquisadores destacam que, conforme as populações caem, os jardins podem fornecer pistas importantes para a sobrevivência noturna dos mamíferos.
  • Recomenda-se criar features amigáveis aos animais, como áreas com flores silvestres, plantas nativas, folha seca, pilhas de madeira e furos em cercas para facilitar deslocamento e hibernação.
  • Se houver alimentação de hedgehogs, é preciso tomar cuidado com o tipo de alimento e a higiene, para evitar impactos negativos na população.

Dois a três parágrafos iniciais: cientistas acompanharam a vida noturna de ouriços em Chester, no Reino Unido, por meio de câmeras fornecidas a moradores. O estudo abrangeu mais de 400 jardins. Pesquisadores da Nottingham Trent University e do Chester Zoo conduziram a pesquisa, buscando entender como esses mamíferos urbanos aparecem nas residências à noite.

Os resultados mostram que os oursinhos apareceram em mais da metade dos jardins estudados, com a alimentação como principal atrativo. O trabalho uma vez mais destaca a queda das populações, especialmente no campo, sinalizando que visitas noturnas podem oferecer pistas sobre a sobrevivência do animal.

O estudo analisou milhares de imagens de 415 jardins, cruzando com características de cada espaço. A constatação principal é que deixar comida disponível é o maior fator para a visita, mas há necessidade de recursos que favoreçam o abrigo, a hibernação e a reprodução.

Impacto da alimentação e do habitat

A presença de alimentos facilita a visita dos animais, enquanto elementos naturais ajudam a manter o espaço utilizável por mais tempo. Pesquisadores destacam que áreas com vegetação nativa, folhas secas e troncos favorecem o deslocamento dos insetívoros.

A equipe ressalta que, mesmo com comida, é crucial escolher ração adequada. Não se deve favorecer impactos de longo prazo, como a transmissão de doenças entre espécies ou entre ambientes domésticos e silvestres.

Práticas para jardins que ajudam

A pesquisa reforça a importância de criar espaços “selvagens” no entorno das casas. Áreas onde os animais possam hibernar, se reproducionar e circular com segurança devem ser priorizadas.

Sugestões incluem manter áreas com flores silvestres, esconderijos com folhagens e pilhas de madeira, além de buracos em cercas que permitam a movimentação entre propriedades. O cuidado com a alimentação também é essencial, para evitar desequilíbrios alimentares.

Conservacionistas ouvidos no estudo destacam que o aumento de rescates de ouriços é reflexo da perda de habitat. A conservação pode depender de ações em jardins residenciais, especialmente em áreas urbanas e periurbanas.

A publicação foi divulgada na revista Urban Ecosystems.

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