- Relatório da London Zoological Society mostra que o Támesis evoluiu de biologicamente morto nos anos cinquenta para uma recuperação, com retorno de toninhas do Támesis e de aves de áreas alagadas ribeirinhas.
- Nos anos cinquenta, o rio foi declarado biologicamente morto por despejos de químicos, metais pesados, óleos e corantes industriais.
- Com vinte e um indicadores, o estudo aponta menos metais tóxicos, água mais favorável à vida aquática e novos habitats ao longo das margens.
- A proibição de cotonetes de plástico no Reino Unido, em dois mil e vinte e dois, fez esse lixo praticamente desaparecer das margens; há expectativa de banimento de lenços umidos plásticos ainda neste ano.
- Mesmo com avanços, temperaturas mais altas, aumento do nível do mar, escoamento urbano, esgoto e fármacos ameaçam a saúde futura do estuário.
A River Thames mostra sinais de recuperação após décadas de poluição. Um relatório da London Zoological Society (ZSL) revela avanços significativos na saúde do estuário, baseado em dados de 21 indicadores. A melhoria vem de ações contínuas e políticas públicas desde os anos 1950, quando a água foi tida como biologicamente morta.
O estudo atualiza o estado do Thames com monitoramento recente e aponta quedas de metais tóxicos, água mais respirável para a vida aquática e o surgimento de novos habitats ao longo das margens. Também destaca a redução acentuada de itens de lixo plástico graças a ações regulatórias.
Entre as vitórias, destaca-se a quase eliminação de cotonetes com cabo de algodão, proibidos à venda no Reino Unido desde 2022. A ZSL aponta que os wet wipes plásticos, outra fonte de poluição, devem seguir o mesmo caminho ainda neste ano.
A análise mostra as concentrações de zinco e cobre na água abaixo dos níveis que causam danos ao ecossistema. O zinco caiu pela metade em 2024 em relação a 1990, e o cobre permanece em níveis próximos de um quarto do observado anteriormente.
Conservacionistas ressaltam que a regulação eficaz acelerou os ganhos. Alison Debney, da ZSL, afirma que a transformação do Thames é possível e que ações decisivas trazem melhorias rápidas, com foco na continuidade dos avanços.
Apesar dos progressos, o relatório alerta que mudanças climáticas elevam a temperatura da água e o nível do mar, além de problemas locais como escoamento de vias, esgoto e medicamentos. Tais fatores podem ameaçar a saúde futura do estuário.
Desde 2007, a temperatura média da água da capital tem aumentado cerca de 0,13°C por ano, o que soma aproximadamente 1°C a cada oito anos. Em Tower Bridge, o nível da água tem subido cerca de 5 mm por ano desde 1993.
O aumento dos níveis também eleva a salinização de áreas antes dominadas pela água doce, prejudicando habitats aquáticos únicos e as comunidades de fauna associadas. A concentração de nitratos também sobe, o que oferece risco adicional ao ecossistema.
Transforming the Thames, lançado no ano passado, reúne conservacionistas, comunidades, governos e proprietários de terras para ampliar a recuperação na Grande Estuário do Thames. O objetivo é criar recifes de ostra, meadows de algas marinhas e restauração de marismas salinas.
Charlie Wood, gerente regional da Agência Ambiental, elogia o relatório como evidência do progresso. Ele destaca que o monitoramento permite entender avanços e identificar novas ameaças, especialmente ligadas ao clima, reforçando a necessidade de colaboração público-privada.
A agência aponta que regulações fortes e investimentos em infraestrutura contribuíram para as melhorias. O futuro depende ainda da cooperação entre setores público, privado e organizações voluntárias para manter o Thames saudável.
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