- Dois acampamentos foram fechados e patrulhas nos parques aumentaram após a morte de uma mulher canadense de 19 anos, encontrada em uma praia cercada por dingos em K’gari.
- O corpo foi achado por dois homens na região leste da ilha, por volta de 6h15 desta segunda-feira, cerca de 75 minutos depois que ela deixou um hostel onde trabalhava.
- O cadáver foi levado ao continente e deverá passar por necropsia na quarta-feira; a polícia de Queensland não especula se houve afogamento ou ataque de dingos.
- Especialistas dizem que ambos cenários são possíveis; autoridades ressaltam o cuidado com as praias leste não patrulhadas e as fortes correntes.
- A ilha recebe cerca de 400 mil visitantes por ano e melhorias na gestão de dingos incluem sinalização, campanhas educativas e campanhas de segurança.
Dois acampamentos foram fechados e rondas de guarda parques foram intensificadas após a descoberta do corpo de uma canadense de 19 anos em uma praia cercada por dingos na ilha turística de K’gari, em Queensland. A morte ocorreu na manhã de segunda-feira, por volta das 6h15, quando dois homens passavam pela região leste da ilha. O corpo foi localizado próximo ao navio naufragado Maheno e encaminhado ao continente para avaliação post-mortem, prevista para quarta-feira.
A mulher havia deixado um hostel de mochileiros, onde trabalhava há seis semanas, cerca de 75 minutos antes da localização. A polícia de Queensland informou que não há conjecturas oficiais sobre se houve afogamento ou ataque dos dingos, e que a investigação está em andamento.
K’gari, anteriormente conhecida como Fraser Island, é a maior ilha de areia do mundo e recebe cerca de 400 mil visitantes por ano. A população de dingos na ilha varia entre 100 e 200 animais, que costumam circular em horários de manhã e fim de tarde, buscando alimento na linha de praia.
Medidas de segurança e contexto
Especialistas em comportamento de dingos destacam que tanto a possibilidade de afogamento quanto de ataque são plausíveis, conforme as circunstâncias. Autoridades ambientais ressaltam que praias litorâneas do leste da ilha não contam com patrulhamento e podem apresentar correntes perigosas, além de presença de tubarões e água-viva.
O estado informou que os serviços de parques e vida selvagem aumentaram as patrulhas e instalaram novas sinalizações para alertar sobre a atividade de dingos. Além disso, dois acampamentos permaneceram temporariamente fechados para evitar novos incidentes.
Pesquisadores destacam que o aumento de visitantes eleva o contato com dingos, que podem aproximar-se de pessoas em busca de alimento ou por curiosidade. Estudos apontam a necessidade de ações de educação, sinalização e políticas de alimentação responsável para reduzir riscos.
Autoridades também indicaram que as investigações seguem em andamento e que novas informações serão divulgadas assim que estiverem disponíveis.
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