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DNA de rinoceronte-lanoso sequenciado a partir de estômagos de lobos

Genoma de rinoceronte-lanoso reconstruído a partir do estômago de lobo pré-histórico indica saúde da espécie antes da extinção, associada à mudança climática

Fotografia do filhote de lobo Tumat-1, durante estudo em Viena, na Áustria.
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  • Filhotes de lobo pré-históricos encontrados na Sibéria carregavam o DNA de um rinoceronte-lanoso extinto, revelando o genoma desse animal.
  • A datação estima que os filhotes viveram entre 14.965 e 14.046 anos atrás; os lobos teriam se alimentado de rinoceronte-lanoso pouco antes de morrer soterrados pelo deslizamento de terra.
  • O genoma do rinoceronte-lanoso foi reconstruído e publicado em Genome Biology and Evolution; é o mais recente conjunto completo de instruções genéticas já encontrado nesse contexto.
  • Não foram encontrados sinais de consanguinidade ou declínio genético na amostra recente, sugerindo que a espécie estava saudável pouco antes de desaparecer.
  • A pesquisa sustenta a hipótese de que uma mudança climática abrupta, possivelmente o aquecimento da fase Bølling-Allerød, foi o principal fator por trás da extinção, com impactos no ambiente e na disponibilidade de alimento.

Há cerca de 14.400 anos, filhotes de lobo pré-históricos na Sibéria encontraram vestígios de um rinoceronte-lanoso extinto no estômago de um dos animais. A descoberta, feita em Tumat, rendeu o registro de um genoma incompleto ainda em estudo.

Os filhotes, batizados de Tumat-1 e Tumat-2, viveram entre 14.965 e 14.046 anos atrás. A análise aponta que o rinoceronte-lanoso estava geneticamente saudável pouco antes de desaparecer da região.

Sobre o achado e o método

O estudo, publicado em 14 de janeiro na Genome Biology and Evolution, reconstrói o genoma a partir do tecido preservado no estômago. A equipe buscou sinais de consanguinidade e declínio populacional para entender a extinção.

O que isso revela

Não houve indicativos de menor diversidade genética na amostra recente frente a espécimes anteriores. A conclusão sugere que o declínio pode ter sido causado por fatores externos, como mudanças climáticas abruptas.

Implicações para a conservação

Os autores destacam que espécies geneticamente aparentes estavam estáveis podem, ainda assim, enfrentar extinção por eventos climáticos ou ambientais. O caso serve como alerta para a conservação contemporânea.

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