- Um estudo no Reino Unido acompanhará cerca de 4.000 crianças de 30 escolas secundárias em Bradford, para investigar os efeitos de restringir o uso de redes sociais.
- As crianças em anos 8, 9 e 10 vão preencher questionários iniciais sobre saúde mental, sono e amizades, e instalarão um aplicativo de pesquisa.
- Um grupo será apenas registrado o uso das redes; o outro terá acesso limitado a TikTok, Instagram, Facebook, X, LinkedIn, Reddit, YouTube e Snapchat a uma hora por dia, com toque de recolher das 21h às 7h. Mensagens via WhatsApp não serão bloqueadas.
- O estudo, chamado IRL, terá duração de seis semanas entre fases, com resultados esperados na metade de 2027; o piloto começa em abril.
- O principal desfecho é a ansiedade, com interesse também em depressão, sono, experiências de bullying, tempo com amigos e família, e mecanismos de impacto, com resultados úteis para outros países que debatem o tema.
O estudo no Reino Unido vai avaliar os efeitos de restringir o acesso às redes sociais entre crianças. Participam cerca de 4 mil alunos de 30 escolas de ensino médio em Bradford, no condado de West Yorkshire. A pesquisa acompanha estudantes dos anos 8, 9 e 10 para medir impactos na saúde mental, sono e nas interações com amigos e família.
Todos os participantes preencherão um questionário inicial sobre saúde mental, sono e amizades, além de instalar um aplicativo de pesquisa no dispositivo principal. Cada turma será sorteada para dois grupos: apenas monitorar o uso ou restringir o uso das redes sociais por uma hora diária e aplicar um toque de recolher das 21h às 7h.
O recorte de plataformas cobrirá TikTok, Instagram, Facebook, X, LinkedIn, Reddit, YouTube e Snapchat. Mensagens via WhatsApp e outros aplicativos de comunicação ficarão livres. A intervenção será aplicada de forma coletiva apenas entre os alunos da mesma turma.
Detalhes do método
Ao fim de seis semanas, será realizado novo questionário. Um período piloto inicia em abril; o estudo principal começa em outubro, com os primeiros resultados esperados para o verão de 2027. A equipe busca compreender como a restrição afeta ansiedade, depressão, sono e relações sociais.
Participação e objetivos
O projeto é conduzido por pesquisadores da Universidade de Cambridge e do Bradford Centre for Health Data Science. A equipe também analisará padrões de uso de apps, períodos de sono, experiências de bullying e tempo gasto com amigos e família.
Contexto e alcance
O IRL é independente de decisões oficiais sobre banir redes sociais para menores. Os resultados podem oferecer evidências para políticas públicas internacionais, sem indicação de conclusão ou posição de estudo.
Observações finais
Os pesquisadores destacam que nem todos os alunos podem participar ou utilizar dispositivos de terceiros. O objetivo é fornecer dados confiáveis para orientar futuros debates sobre uso de redes sociais por menores.
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