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NDIS não testou ferramenta para autismo e outras deficiências, alertam especialistas

Especialistas alertam que a ferramenta I-CAN para planos de apoio do NDIS não foi testada em diferentes tipos de deficiência, com riscos de resultados imprecisos

The I-CAN is a three-hour semi-structured interview across a range of areas. The answers are fed into a computer program that produces a budget of supports for NDIS participants.
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  • Ferramenta I-CAN, um entrevista semiestruturada de três horas, será usada para definir planos de apoio dos participantes do NDIS a partir de meados de 2026, em etapas.
  • A NDIA afirma que a I-CAN é o “padrão-ouro” de avaliação de necessidades, desenvolvida há mais de vinte anos e testada em diferentes grupos de deficiência.
  • Especialistas alertam que a validação inclui apenas profissionais da área de saúde vinculados, e não há evidências públicas de eficácia se aplicada por pessoas sem formação na área.
  • Organizações de defesa e especialistas enfatizam que a I-CAN precisa ser testada em populações diversas, incluindo pessoas com lesões adquiridas, autismo variado e condições psicossociais, antes da implementação ampla.
  • A NDIA informou que o rollout ocorrerá ao longo de cinco anos, com ajustes para atender diferentes tipos de deficiência, áreas remotas e comunidades culturalmente diversas.

O órgão federal australiano responsável pelo programa de benefícios para pessoas com deficiência está enfrentando críticas sobre a nova ferramenta de avaliação de necessidades de apoio. A NDIA prepara a adoção do instrumento I-CAN para definir planos de suporte de participantes do NDIS. A controvérsia envolve validade, aplicação prática e perfil de avaliadores.

Especialistas alertam que o I-CAN foi criado a partir de pesquisas em contextos limitados e pode não abranger a diversidade de tipos de deficiência, incluindo necessidades de autismo amplas. A preocupação é que falhas na validação possam levar a resultados inadequados nas avaliações.

O I-CAN consiste em uma entrevista semiestruturada de três horas, com respostas alimentando um programa de computador que gera o orçamento de apoios. O uso ocorre a partir de meados de 2026, em implementação gradual, como parte de uma revisão do método de determinação dos planos.

Aysa, a maior associação de psicólogos da Austrália, questiona a forma de validação do instrumento e a viabilidade de quem conduzirá as avaliações. A entidade teme que avaliadores sem formação em áreas da saúde possam comprometer a precisão dos resultados.

Conselhos de especialistas ressaltam ainda o risco de o I-CAN não abranger necessidades de pessoas com lesões cerebrais adquiridas ou condições psicossociais. Em caso de adoção ampla sem pesquisas adicionais, poderiam surgir impactos negativos, segundo eles.

A NDIA afirma que os avaliadores serão treinados e qualificados para a função. A agência sustenta que o I-CAN foi desenvolvido ao longo de mais de duas décadas e testado em várias populações, com revisão contínua prevista durante o rollout.

Alguns representantes da comunidade científica destacam pontos positivos do instrumento, como a conexão com a Classificação Internacional de Funcionalidade. Ainda assim, defendem pilotos amplos com amostras diversas antes da implementação total.

A NDIA informou que o projeto será implementado em cinco anos e que o I-CAN servirá como ponto de partida para o desenvolvimento de uma ferramenta sob medida para as necessidades do NDIS. A agência diz manter consultas com participantes e familiares.

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