- Arqueólogos encontraram na ilha de Sulawesi, Indonésia, o que pode ser a mais antiga arte rupestre do mundo: um estêncil de mão com datação de pelo menos sessenta e sete mil setecentos anos.
- A datação foi feita a partir de crostas minerais que se formaram sobre as pinturas, evidenciando a idade máxima provável das imagens; o estêncil de mão mais antigo foi encontrado no 관 da ilha de Muna.
- A descoberta é cerca de mil e cento anos mais antiga do que a mais antiga arte conhecida anterior, produzida pelos neandertais na Espanha.
- O estudo faz parte de um levantamento em quarenta e quatro sítios no sul e sudeste de Sulawesi, com quatorze locais novos e onze motivos artísticos datados.
- Os pesquisadores sugerem que o achado corrobora a hipótese de migração de humanos modernos pela Ásia Sudeste rumo à Austrália e aponta para uma tradição regional de estênceis na região.
Um grupo de arqueólogos anunciou a descoberta do que é provável a mais antiga arte rupestre conhecida. Trata-se de um stencil de mão em uma caverna na ilha de Sulawesi, Indonésia, com datação de pelo menos 67.800 anos.
A pesquisa foi publicada na revista Nature e conduzida por Maxime Aubert, da Griffith University, e colegas. O estudo aponta que o stencil é pelo menos 1.100 anos mais antigo que o precedente mais antigo, feito pelos Neandertais na Espanha.
Durante levantamento em Sulawesi, a equipe documentou 44 sítios, 14 deles novos. Para datar 11 motivos de arte rochê, usaram uma técnica que analisa crostas minerais sobre as pinturas.
O stencil mais antigo foi encontrado numa caverna na ilha satélite de Muna. O método de datagem utiliza a idade mínima das crostas, já que surgem após a arte ter sido criada.
Os pesquisadores descrevem que o stencil é feito ao soprar pigmento sobre a mão apoiada na rocha, com pontas dos dedos afinadas, o que pode ter significado simbólico ligado a animais.
A obra sugere que populações humanas móveis pela região contribuíram para a expansão da arte simbólica até a Austrália. A hipótese aponta uma rota de dispersão que precede outras estimativas.
Especialistas envolvidos na análise destacam que o achado reforça a ideia de um “cronologia longa” para a presença humana na região, com movimentação pela Ásia Sudeste.
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