Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cientistas revelam segredos dos tubarões da Groenlândia com séculos de vida

Cientistas desafiam a ideia de cegueira dos tubarões-do-Greenland; nova evidência sugere visão funcional e aponta impactos do aquecimento global na espécie

The scientific community has two long held key beliefs about Greenland sharks – they are the oldest living vertebrates and they are functionally blind.
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadores de cinco universidades mostraram que a retina dos tubarões-do-Greeland consegue detectar luz e contraste, desmentindo a ideia de cegueira absoluta.
  • Antes vistos como os vertebrados mais velhos, eles não seriam tão lentos e desatentos; estudos mostram movimentos mais complexos do que se imaginava.
  • Em Tremblay Sound, Nunavut, evidências sugerem que os tubarões usam as barbatanas de modo semelhante aos belugas para movimentos finos.
  • A hipótese de vida útil de até quinhentos anos é questionada, já que a datação por carbono tem limitações para idades tão grandes.
  • Ainda não se sabe onde eles se reproduzem nem quantos filhotes têm; o Ártico em aquecimento pode empurrar a espécie para águas mais profundas.

O que se sabia até então sobre o tubarão-do- Groenlândia foi desmentido por um estudo divulgado em janeiro. Pesquisadores de cinco universidades revelaram que as retinas do animal não são cegas e conseguem detectar luz e contraste, desafiando a visão tradicional sobre a espécie. O achado faz parte de uma investigação realizada em Tremblay Sound, Nunavut, no norte do Canadá.

A pesquisa analisou a estrutura, a sequência genética e a função molecular das retinas. Mesmo com olhos frequentemente cobertos por parasitas e com visão descrita como nublada, os cientistas mostraram que a retina pode responder a estímulos luminosos, o que sugere uma visão funcional mais significativa do que se pensava. O estudo ressalta a necessidade de revisar hipóteses sobre comportamento e ecologia desses tubarões.

Entre os pesquisadores estão Nigel Hussey, especialista em tubarões da Groenlândia, e Jena Edwards, ecologista marinha. Doktorando Eric Ste Marie também participou, em especial na interpretação de observações feitas em missões submersíveis perto de Svalbard, na Noruega, há cerca de cinco anos. A equipe aponta que as descobertas podem alterar percepções sobre mobilidade e alimentação da espécie.

O nascimento de novas evidências coincide com debates sobre a longevidade do tubarão-do-Groenlândia. Estudos anteriores sugeriram que alguns indivíduos podem viver centenas de anos, estimando datas por datação por carbono. Pesquisadores destacam, porém, que esse método tem limitações para idades extremas e exige validação adicional.

A pesquisa reforça que o tubarão-do-Groenlândia é uma espécie de alto interesse científico, especialmente diante das mudanças rápidas no Ártico. A região se aquece em ritmo superior ao observado em outras áreas, o que complica a compreensão sobre como o clima afeta a reprodução, a dieta e o alcance geográfico dos tubarões.

Os cientistas também levantam dúvidas sobre reprodução. A última fêmea grávida registrada data de 1950, e pouco se sabe sobre locais de reprodução e o tamanho de ninhadas. A equipe considera desafiador prever efeitos de mudanças climáticas no ciclo reprodutivo da espécie.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais