- Estudo publicado na JAMA Network Open com 481 coaches nos EUA mostra que a maioria suspeita ter TDAH e costuma usar experiências pessoais para orientar as consultorias.
- Mais de sessenta por cento iniciou a carreira após o início da pandemia; em 2024, 1 a cada cinco adultos com TDAH recebeu atendimento desses profissionais.
- Cerca de quarenta por cento das pessoas com TDAH nos EUA ficaram sem tratamento; o coaching surgiu como alternativa para atender a demanda, com informações de que 65% dos coaches foram indicados por profissionais de saúde.
- Oito a nove em cada dez coaches não tinham experiência prévia em saúde mental, e cerca de 85% operavam sem licença; mais de 60% receberam treinamento apenas de outros coaches e 90% trabalhavam sem supervisão clínica.
- As práticas são semelhantes às de psicólogos — sessões semanais online, temas clínicos e cobrança semelhante à de psicoterapia — e o debate sobre segurança e eficácia segue; o tratamento recomendado envolve educação, psicoterapia e medicamentos, com a Terapia Cognitivo-Comportamental como abordagem comum.
O estudo analisa o crescimento dos chamados coaches de TDAH, profissionais que atuam como consultores, com sessões semanais e abordagem clínica, sem diploma em psicologia. Eles ganharam espaço após a pandemia, quando a demanda por diagnóstico e tratamento aumentou.
A pesquisa entrevista 481 coaches nos Estados Unidos e foi publicada no JAMA Network Open. O trabalho mostra que a maioria, mais de 72%, suspeitava ter ou havia sido diagnosticada com TDAH. Em sua prática, usam experiências pessoais como norte.
Segundo os dados, mais de 60% ingressaram na carreira após o início da pandemia, período marcado pela telemedicina e maior visibilidade do TDAH. A média de cobrança é parecida com a de psicoterapeutas, mesmo sem formação formal.
Perfil e práticas dos coaches
Mais de 85% operavam sem licença profissional no momento das entrevistas, e cerca de 89% não tinham experiência prévia em saúde mental. O treinamento vinha, na maioria, de outros coaches, sem supervisão clínica para 90% dos entrevistados.
Apesar da informalidade, as atividades incluem discussão de temas clínicos como traumas, uso de substâncias e crises. Sessões online e semanais são comuns, com foco em soluções práticas para problemas diários ligados ao transtorno.
Questões de segurança e alternativas de tratamento
O estudo aponta que a segurança dessas práticas ainda não está comprovada. Questiona-se o impacto de diagnósticos incorretos e intervenções inadequadas, especialmente entre crianças.
O tratamento recomendado para o TDAH envolve educação, psicoterapia — especialmente a Terapia Cognitiva Comportamental — e, quando indicado, medicação. O CFP emite alertas sobre o exercício ilegal da profissão para quem não é registrado.
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