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Pasternak diz que repercussão o levaria a escrever capítulo sobre psicanálise

Natália Pasternak avalia a repercussão do livro, críticas a pseudociências no SUS e o prêmio de US$ 250 mil à Lilienfeld Alliance

Fotografia da Natália Pasternak.
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  • Natália Pasternak comenta, em entrevista à Super, a recepção do livro Que bobagem! e o debate sobre pseudociências, incluindo psicanálise.
  • O livro, publicado em 2023, tornou-se best-seller e gerou debates; as críticas foram, em sua maioria, pessoais aos autores, não ao conteúdo.
  • A Lilienfeld Alliance ganhou o JREF Award de 2025, recebendo US$ 250 mil para promover pensamento crítico no ensino superior e financiar uma conferência anual.
  • A entrevista aborda práticas pseudocientíficas no SUS, incluindo geoterapia, e defende que apenas práticas com evidência científica comprovada sejam financiadas.
  • Pasternak afirma a importância de testes clínicos randomizados, critica o uso do placebo como solução estável e destaca a necessidade de ensinar pensamento crítico desde o ensino fundamental.

Em entrevista à Super, Natália Pasternak comenta a repercussão do livro Que Bobagem! e o debate sobre pseudociências no SUS. Ela revela dúvidas sobre como o tema foi recebido e quais consequências gerou no Brasil.

A microbiologista e divulgadora científica é uma das fundadoras do Instituto Questão de Ciência, criado para levar a ciência ao diálogo público. O foco é fortalecer o pensamento crítico e políticas públicas baseadas em evidências.

O livro, publicado em 2023, tornou-se best seller ao abordar pseudociências presentes no cotidiano brasileiro. Pasternak diz que o objetivo foi promover debate público e ampliar a compreensão sobre o tema.

Ela relata que as críticas, em grande parte, foram pessoais, não técnicas. Segundo a pesquisadora, poucos ataques questionaram os méritos das ideias apresentadas no livro.

Pasternak destaca que a pseudociência não é apenas uma aparência de ciência, mas algo que não passou pelo método científico. Ela enfatiza a importância de explicações históricas e de evidências.

Práticas não comprovadas e o SUS

A pesquisadora afirma que o SUS deve financiar apenas métodos com comprovação de eficácia e custo-benefício. Práticas sem lastro científico, segundo ela, não devem compor o sistema público.

Ela cita a geoterapia como exemplo de prática integrada no SUS ligada a lobby regional, que envolve turismo de cidades termais. A percepção pública não é suficiente para sua permanência no sistema.

Para Pasternak, o que funciona de forma confiável é o que passa por testes clínicos randomizados, com controle apropriado. O efeito placebo, afirma, não substitui evidência robusta.

Lilienfeld Alliance e prêmio James Randi

Pasternak explica a origem da Lilienfeld Alliance, criada por docentes que promovem pensamento crítico no ensino superior. A ONG recebeu o JREF Award de 2025, com US$ 250 mil.

Ela ressalta que o prêmio é mérito, não contrato. A James Randi Educational Foundation reconhece o trabalho de promover pensamento crítico na educação superior.

O dinheiro será usado para ampliar a rede de professores, realizar uma conferência anual e financiar pesquisas sobre pensamento crítico no ensino superior.

A ideia é identificar lacunas no ensino de raciocínio científico e fornecer materiais de referência para fortalecer a formação de estudantes em ciência e educação.

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