- Vitalik buterin propõe o uso de “native distributed validator technology” (native DVT) para distribuir atividades de validação entre várias máquinas, reduzindo o risco de depender de um único nó.
- O modelo permitiria que um validador com saldo maior registrasse várias chaves, até no máximo 16, definindo um limiar para assinar as atividades; operações continuam se menos de dois terços dos nós agirem de forma honesta.
- O contexto é o crescimento do staking em ethereum, com mais de 36 milhões de ETH em stake e quase um milhão de validadores, somando mais de 118 bilhões de dólares em ativos em stake.
- Ao invés de soluções externas, o native DVT seria embutido nas regras de consenso, simplificando operações e aumentando a diversidade de clientes e a descentralização, mirando grandes detentores de ETH.
- A proposta gerou discussões técnicas sobre coordenação na produção de blocos, rotação de chaves e necessidade de ajustes no protocolo para lidar com chaves comprometidas.
Vitalik Buterin, cofundador da Ethereum, propôs uma alteração no sistema de staking da rede para eliminar a dependência de um único nó validator. A ideia, chamada de native distributed validator technology ou native DVT, foi apresentada em um post na Ethereum Research nesta quarta-feira.
O objetivo é permitir que os stakers dividam responsabilidades de validação entre vários nós, direto no protocolo, reduzindo riscos de falhas em um único ponto. Assim, a validação deixa de depender de setups externos complexos.
O que é native DVT
A proposta prevê que validadores com maior saldo possam registrar várias chaves, até 16, e definir um limiar para assinaturas. A validação só seria considerada válida se um número mínimo de chaves assinar conjuntamente.
Enquanto mais de dois terços dos nós ajam de forma honesta, o validador continua operando sem receber penalidades. A ideia visa simplificar operações e reduzir dependências criptográficas que possam atrapalhar upgrades futuros.
Contexto de staking na Ethereum
O crescimento do staking da Ethereum alcança mais de 36 milhões de ETH em stake, com quase um milhão de validadores. O valor total em ativos em stake passa de 118 bilhões de dólares, elevando questões sobre centralização, riscos operacionais e barreiras para stakers independentes.
Historicamente, operar um validador exigia 32 ETH em uma única máquina e chave privada. Falhas técnicas ou ataques poderiam gerar inatividade ou slashing, levando usuários a optar por grandes provedores de staking, concentrando o controle.
Desafios e próximos passos
Especialistas da Ethereum discutem a viabilidade prática do modelo DVT, incluindo coordenação na produção de blocos e rotação de chaves no protocolo para gerenciar chaves comprometidas sem desligar e reinvestir. Buterin sinalizou que mudanças rápidas de chaves devem ser factíveis.
A proposta dialoga com um movimento mais amplo de Buterin, que recentemente destacou 2026 como ano para reduzir compromissos de segurança em favor de maior soberania e simplicidade do protocolo, sem abrir mão de descentralização.
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