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CBP busca sensores quânticos com IA para detectar fentanil em carros

CBP investe em sensores quânticos com IA para detectar fentanil em veículos e contêineres, em contrato de 2,4 milhões de dólares com a General Dynamics

Photograph: John Moore/Getty Images
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  • A Customs and Border Protection (agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA) contratou a General Dynamics para desenvolver um protótipo de “sensores quânticos” e um banco de dados com IA, destinados a detectar objetos e substâncias ilícitas, como fentanyl, em veículos, contêineres e outros dispositivos, num acordo de US$ 2,4 milhões tornado público em registro federal.
  • O documento de justificativa afirma que o projeto integrará sensores quânticos e clássicos com inteligência artificial e será implementado em ambientes da CBP, visando aumentar a detecção e reduzir danos causados pelo contrabando.
  • O texto não detalha os métodos exatos ou o que a IA armazenará/analisa; há indícios de que a CBP tenha considerado dispositivos semelhantes aos analisadores portáteis “Gemini”, da Thermo Fisher Scientific, para identificação de substâncias.
  • Em 2025, a CBP realizou pesquisa de mercado e informou busca por 35 analisadores portáteis Gemini; a DHS já testou dispositivos similares em 2021 e 2023.
  • Não houve resposta oficial da CBP ou da General Dynamics; a Thermo Fisher Scientific disse que os analisadores Gemini são projetados para detectar fentanyl.

A CBP (Customs and Border Protection) encomendou à General Dynamics a criação de um protótipo de sensores quânticos aliado a um banco de dados com inteligência artificial. O objetivo é detectar objetos ilícitos, como fentanyl, em veículos, contêineres e outros dispositivos. A iniciativa foi detalhada em justificativa de contrato publicada no registro federal na semana passada.

Segundo o documento, o projeto combina sensores quânticos e clássicos com IA para uso no ambiente do CBP. A ideia é aprimorar a detecção de contrabando e reduzir danos decorrentes da entrada de drogas e outras substâncias no país, fortalecendo a segurança nacional.

Os detalhes do contrato não revelam o nome da empresa desenvolvedora, mas apontam para um acordo de aproximadamente 2,4 milhões de dólares com a General Dynamics, público desde dezembro de 2025. Nem CBP nem a General Dynamics deram retorno aos pedidos de comentário.

Fundos e contextos de IA no DHS

O pedido ocorre em meio a um esforço do Departamento de Segurança Interna (DHS) para ampliar o uso de IA, conforme memorando de estratégia publicado no ano passado. A iniciativa insere-se em diretrizes para adoção e escalonamento de tecnologias de IA.

A justificativa não especifica quais métodos de sensores quânticos serão usados nem que informações o banco de dados de IA armazenará. Ela, porém, sugere pesquisas de mercado entre abril e outubro de 2025.

Tecnologias padrão consideradas

Em julho, a CBP solicitou informações sobre 35 analizadores portáteis Gemini, da Thermo Fisher Scientific, para identificar substâncias químicas desconhecidas. Esses aparelhos já foram testados por DHS em anos anteriores.

O uso previsto envolve a detecção de fentanyl, ketamina, cocaína, metanfetamina, diazepam e MDMA, entre outras substâncias. O relatório cita testes prévios com espectroscopia FTIR e Raman para identificação de materiais orgânicos.

Thermo Fisher afirmou que seus analisadores Gemini são projetados para detectar fentanyl. A empresa não comentou sobre o papel específico de IA ou de um banco de dados no contexto do projeto da CBP.

Aspectos técnicos adicionais

Não fica claro se os sensores quânticos usariam FTIR ou Raman. Pesquisas de 2024 sobre métodos de detecção de fentanyl com química quântica indicam que sensores portáteis podem apresentar limitações, incluindo falseamentos.

Autores de um artigo de 2024 descrevem o uso de pontos quânticos acoplados a corantes fluorescentes para detectar fentanyl em ambientes laboratoriais controlados. O estudo ressalta que esse tipo de pesquisa não envolve grandes quantidades da substância.

Perspectivas da IA na detecção

Especialistas indicam que IA poderia auxiliar na deconvolução espectral, separando sinais de diferentes agentes em uma amostra. A ideia é potencializar a identificação de múltiplos componentes em uma única leitura.

Especialista destaca ainda que padrões e imagens processados pela IA podem melhorar a acurácia da detecção quando surgem novas drogas no mercado. O relato enfatiza a importância de ambientes de teste controlados para pesquisas.

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