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Nova tecnologia de filtração pode revolucionar a remoção de PFAS

Técnica de filtração não térmica absorve PFAS cem vezes mais rápido que os sistemas atuais, com potencial de integração às infraestruturas existentes e destruição a 400–500 °C

Pfas are among the most common water pollutants.
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  • Universidade Rice desenvolve nova tecnologia de filtração que absorve PFAS até 100 vezes mais rápido que sistemas atuais.
  • Material de hidróxido duplo laminado (LDH) de cobre e alumínio atrai ligas de PFAS de cadeia longa, acelerando a absorção.
  • Processo não termal concentra PFAS para destruí-los sem altas temperaturas, ao contrário de métodos atuais.
  • Destruição ocorre entre 400 e 500 °C, com fluoreto retido no LDH e ligado ao cálcio, resultando resíduo de cálcio-fluoreto que pode ir a aterro.
  • Desafios permanecem para uso industrial em larga escala; o material pode ser utilizado como “drop-in” em infraestrutura de filtração existente, mas há dúvidas sobre segurança, regulamentação e implementação ampla.

Com tecnologia de filtragem, a Rice University revelou um material que pode absorver PFAS, os chamados “forever chemicals”, até 100 vezes mais rápido que sistemas atuais. O estudo descreve uma abordagem não térmica para capturar essas substâncias em água.

Os pesquisadores afirmam que o novo material LDH, feito de cobre e alumínio, atrai as moléculas negativas dos PFAS. O objetivo é concentrar o contaminante para facilitar a remoção sem aquecer a água a altas temperaturas.

Além de absorver, os cientistas indicam uma possibilidade de destruição dos PFAS. O processo proposto opera a 400-500°C, mais baixo do que métodos tradicionais, mantendo o fluido sob controle.

Desempenho da LDH

O material LDH é uma variação de compósitos já usados, com parte de alumínio substituída por cobre. A carga positiva da superfície facilita a atracação dos PFAS de cadeia longa, acelerando a captura.

Segundo Michael Wong, diretor do Water Institute da instituição, a absorção rápida permite reutilização do material, em formato de “drop in” que pode ser integrado às estruturas existentes de filtração.

O estudo indica que a filtração não gera apenas remoção; o fluor clorado é retido no LDH e pode formar compostos estáveis para descarte em aterro. A abordagem foca em retornar cristais de cálcio-fluoreto seguros.

Destruição e desafios industriais

A ideia é destruir os PFAS sem depender de altas temperaturas ou produzir subprodutos tóxicos excessivos. A recuperação de fluor permanece um desafio, e a aplicação em larga escala requer avaliação de segurança ocupacional e regulamentações.

Laura Orlando, pesquisadora da Just Zero, ressalta ceticismo sobre destruição total, mas destaca o potencial de várias tecnologias combinadas. Se confirmar escala na indústria de saneamento, o que se segue pode ser relevante para o tratamento de água potável.

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