- Quatro astronautas estão previstos para iniciar a missão Artemis II, ao redor da Lua, no dia seis de fevereiro, a bordo da espaçonave Orion da Nasa.
- O problema envolve o escudo térmico na parte inferior da Orion, peça essencial para proteger a tripulação durante a reentrada na Terra; o escudo atual é quase igual ao usado na Artemis I, que apresentou danos.
- A Nasa confirmou que avaliou todos os aspectos do risco e continua confiante de que a missão pode trazer a tripulação de volta em segurança, ainda que haja incerteza sobre o processo de fabricação dos blocos ablatores.
- Alguns especialistas e ex-funcionários divergiram de opiniões, com críticas ao plano e alertas de que o escudo pode rachar na reentrada, mesmo com a nova trajetória de retorno.
- Apesar das dúvidas, a agência afirma ter encontrado uma solução e manter o cronograma, ressaltando que a robutez da cápsula oferece alguma margem de segurança, mesmo diante de riscos.
A NASA planeja iniciar uma missão histórica ao redor da Lua no dia 6 de fevereiro, com quatro astronautas a bordo da espaçonave Orion. A ideia é retornar à Lua após anos de planejamento, mas a missão envolve um problema técnico: o escudo térmico, peça essencial para a reentrada na Terra, pode apresentar falhas. Mesmo com orientações para desistir, a agência mantém a confiança de que a tripulação será trazida em segurança e que as condições estão sob controle.
O foco está no revestimento aplicado à parte inferior da Orion. Esse escudo, feito para enfrentar altas temperaturas durante a descida, é próximo daquele utilizado na Artemis I, voo de teste de 2022 que deixou marcas no material após a reentrada. A análise aponta que o atual escudo pode apresentar fissuras ou danos ao retornar à Terra.
O que houve e quem está envolvido
Segundo a NASA, a decisão de seguir com a Artemis II levou em conta dados de investigação que apontam diferentes caminhos para mitigar riscos, incluindo ajustes na trajetória de reentrada. O comitê independente que examinou o caso indicou dúvidas sobre o estado do escudo, mas não havia alternativa prática para a substituição.
Entre os envolvidos, destaque para o comandante Reid Wiseman, que afirmou confiança na solução encontrada. Autoridades da agência destacaram que a incerteza é inerente ao desenvolvimento de processos de fabricação e qualificação do escudo Avcoat com estrutura em favo de mel.
Mudanças no design e contexto histórico
O escudo térmico da Orion sofreu mudanças desde a era Apollo, passando de blocos Avcoat para um design com blocos maiores. A alteração ocorreu após problemas de fabricação no EFT-1, em 2014, quando as junções apresentaram rachaduras. A Artemis I confirmou que peças do escudo se soltaram durante a reentrada.
A Artemis II utiliza o novo escudo, mas as equipes não tinham tempo hábil para substituí-lo por completo. A NASA explicou que a cápsula já chegara ao estágio final de preparação antes de a Artemis I ser concluída, o que inviabilizou uma troca completa de escudo para a missão seguinte.
Riscos e perspectivas técnicas
Especialistas divergem sobre o desfecho da missão. Alguns afirmam que o escudo tende a rachar, mesmo com a nova trajetória de reentrada. Outros destacam que a cápsula Orion possui robustez estrutural suficiente para mitigar parte dos danos. A NASA afirma que continua avaliando opções para reduzir incertezas ao longo do voo.
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