- Morcegos usam interferência sonora para sabotar rivais no forrageamento; o morcego-de-cauda-livre (Tadarida brasiliensis) emite sinais durante a caça para atrapalhar a ecolocalização dos oponentes.
- Estudo de 2014 mostrou que esse tipo de interferência faz com que companheiros errem a presa ao tentar capturar insetos.
- Experimentos com gravação e reprodução de sons comprovaram que os morcegos podem ser induzidos a errar ao ouvir os sinais de interferência.
- Em 2022, pesquisadores observaram que Myotis daubentonii aumentam a intensidade de suas ondas para contrabalançar sons de interferência.
- A pesquisa subsequente aponta estratégia flexível: com poucos concorrentes, os morcegos cantam para afastar rivais; com muitos, recorrem aos sinais de interferência.
Um estudo divulgado revelou que morcegos sabotam rivais para garantir alimento, ao interferirem nos sinais de ecolocalização. O trabalho focou o morcego-de-cauda-livre, Tadarida brasiliensis, presente no Brasil e em grande parte das Américas. A sabotagem ocorre durante a busca por presas.
Pesquisadores instalaram microfones nos trajetos dos morcegos e mediram tempos de eco, gravando sons de interferência. Em experimentos, sons de interferência reproduzidos para morcegos prestes a capturar presas levaram a erros na mira. Os dados revelam uma tática ativa de bloqueio sensorial.
A liderança do estudo de 2014 ficou a cargo de Aaron Corcoran, da Wake Forest, que descreveu a interferência como um bloqueio direto dos sinais. A equipe mostrou que o segundo animal emite som específico exatamente quando o parceiro consulta a presa.
A partir de 2014, as descobertas evoluíram. Em 2022, pesquisadores mostraram que Myotis daubentonii elevam a intensidade de suas ondas para contrabalançar ruídos de interferência. A mesma linha de pesquisa avançou para entender estratégias adaptativas.
Quando há poucos rivais no ambiente, os morcegos tendem a cantar para afastar concorrentes. Em cenários com muitos caçadores, recorrem aos sons de interferência para desorganizar rivais. A conclusão aponta flexibilidade tática conforme a densidade de competidores.
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