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Cangurus pré-históricos de até 250 kg ainda saltavam, aponta estudo

Estudo sugere que cangurus pré-históricos de até 250 kg ainda podiam saltar, com ossos robustos que suportavam impactos e sugerem várias estratégias de locomoção

Ilustração da Reconstrução do salto estenurínico, ao lado, uma fotografia do osso do calcanhar de Procoptodon goliah.
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  • Estudo publicado na Scientific Reports aponta que cangurus pré-históricos de até 250 kg ainda podiam saltar, desafiando a ideia de um limite acima de 150–160 kg.
  • Pesquisadores analisaram ossos de membros posteriores de 139 espécies modernas e 40 fósseis (63 espécies) para entender a biomecânica do salto.
  • Ossos do pé mais curtos e grossos, além de calcanhares largos, indicam maior robustez para suportar impactos e manter tendões elásticos estáveis.
  • Mesmo com esses traços, tendões mais grossos podem armazenar menos energia elástica, tornando o salto menos eficiente e sugerindo uso mais como ferramenta de escape do que meio principal de locomoção.
  • Os fósseis indicam diversidade de estratégias de locomoção entre os gigantes: alguns poderiam alternar saltos com deslocamento em quatro patas, outros moviam-se erguidos sobre duas pernas.

Um estudo publicado na Scientific Reports aponta que cangurus pré-históricos com até 250 kg ainda podiam saltar. A pesquisa questiona a ideia de que o salto seria inviável acima de um peso limite, baseando-se em fósseis australianos da Era do Gelo.

A análise examinou 139 cangurus modernos e 40 fósseis, de 63 espécies, com foco em ossos dos membros posteriores. Os fósseis representam o período entre 2,6 milhões e 11,7 mil anos atrás, na Austrália. Os pesquisadores investigaram dois gargalos biomecânicos do salto.

Estrutura óssea e tendões

Os gigantes apresentaram ossos do pé mais curtos e mais robustos, capazes de suportar impactos. Além disso, calcanhares largos permitiam tendões do tornozelo mais espessos, fortalecendo a mola de propulsão. Tais características sugerem adaptação para peso maior sem inviabilizar o salto.

Implicações do salto

Mesmo com tendões mais espessos, o armazenamento de energia elástica seria menor, reduzindo a eficiência do salto. A hipótese é que, para esses animais, o salto funcionaria como ferramenta de escapatória e manobra, e não como principal meio de locomoção. A diversidade de estratégias de movimento também fica evidente nos fósseis analisados.

Diversidade de estratégias

Entre os exemplares, algumas espécies poderiam alternar saltos com deslocamento em quatro patas, enquanto outras caminhavam eretas em duas patas. Assim, pular fazia parte de um repertório locomotor variado, não de um único modo de deslocamento.

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