- Vigitel 2024 aponta que mais de sessenta por cento da população está acima do peso, com obesidade em vinte e cinco vírgula sete por cento.
- A prática de atividade física moderada aumentou, atingindo quarenta e dois vírgula três por cento de pessoas ativas em 2024.
- Entre doenças crônicas, diabetes em adultos chegou a doze vírgula nove por cento e hipertensão a vinte e nove vírgula sete por cento.
- O consumo regular de refrigerantes caiu para dezesseis vírgula dois por cento; o consumo de frutas e verduras permaneceu estável, em cerca de trinta e um por cento.
- No sono, vinte vírgula dois por cento dos adultos em capitais dormem menos de seis horas por noite e trinta e um vírgula sete por cento apresentam pelo menos um sintoma de insônia.
O Ministério da Saúde divulgou o Vigitel 2024, estudo de vigilância de fatores de risco para doenças crônicas no Brasil, baseado em entrevistas telefônicas. O levantamento traça o panorama da saúde, hábitos alimentares, sono e presença de doenças crônicas no país. O objetivo é monitorar tendências e orientar políticas públicas.
Mais de 60% da população adulta está acima do peso, conforme o Vigitel 2024. A obesidade alcançou 25,7% dos brasileiros, segundo o ministério. O aumento da massa corporal é acompanhado por avanços em outras áreas de saúde pública. O estudo aponta quedas ou permanecer estável em muitos hábitos, com nuances regionais.
Entre as mudanças positivas, houve incremento na prática de atividade física moderada: 42,3% dos entrevistados estavam ativos em 2024, contra 30% em 2006. Em relação a doenças crônicas, o diabetes atingiu 12,9% de adultos, mais que o dobro de 2006. A hipertensão subiu de 22,6% em 2005 para 29,7% em 2024.
Principais indicadores de saúde
A alimentação regular de frutas e verduras manteve-se estável, variando de 33% em 2008 para 31,4% em 2024. O consumo regular de refrigerantes caiu, de 30,9% em 2007 para 16,2% em 2024. A mortalha de padrões alimentares mostra redução de bebidas açucaradas e melhora parcial de hábitos, mas ainda há desafio em nutriente adequado.
O sono aparece como fator relevante: 20,2% dos adultos em capitais dormem menos de seis horas por noite, e 31,7% apresentam pelo menos um sintoma de insônia. A qualidade do sono é destacada como influenciadora de doenças crônicas. O estudo ressalta a relação entre comportamento do sono e condições de saúde a longo prazo.
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