- Nova rede de aquecimento comunitário de £72,7 milhões pode aquecer o National Theatre e outros marcos perto de Waterloo e South Bank, em Londres, usando uma bomba de calor de fonte de água do rio Tâmisa.
- O calor seria transmitido por tubulações subterrâneas, permitindo que edifícios adotem aquecimento de baixo carbono sem alterar a aparência externa.
- A Hemiko diz que a rede, operada localmente, pode reduzir faturas e a dependência de energia importada e de cadeias de suprimento.
- O projeto recebeu um subsídio governamental de £ 15,6 milhões para iniciar.
- A rede pode reduzir em até 72% as emissões de óxidos de nitrogênio dos edifícios ao longo do tempo; possíveis conectados incluem o National Theatre, King’s College London, BFI Southbank e Southbank Centre.
- A construção inicial prevê infraestrutura central, bomba de calor de origem no Tâmisa, tubulações subterrâneas e ligação de um cluster inicial de edifícios, com expansão para mais imóveis.
- Hoje, Ofgem passou a supervisionar o setor, visando proteger clientes de aumentos injustos de preço, questionando o aquecimento por redes.
Um novo sistema de aquecimento coletivo, avaliado em £72,7 milhões, pode fornecer aquecimento de baixo carbono para o National Theatre e outros pontos icónicos de Londres, próximo a Waterloo e ao South Bank, no centro da capital.
O projeto, desenvolvido pela Hemiko, envolve uma bomba de calor de fonte hídrica que extrai calor do Rio Tâmisa e o transmite por uma rede de tubulações subterrâneas. A ideia é permitir que edifícios utilizem aquecimento com menos emissões, sem alterar a fachada.
A rede pretende, ainda, reduzir a dependência de energia importada e de cadeias de suprimento, com operação local. Um subsídio de £15,6 milhões do governo foi anunciado para iniciar o projeto.
Estrutura e impactos
A abordagem em rede é vista como mais barata e eficaz para descarbonizar o aquecimento do que bombas individuais. A Hemiko afirma que a área pode, ao longo do tempo, diminuir as NOx emitidas pelos edifícios em até 72%.
Ainda não há lista oficial de ligações. Entre as instituições que avaliam a conexão estão o National Theatre, a King’s College London, o BFI Southbank e o Southbank Centre, segundo a empresa.
Cronograma e próximos passos
Segundo Toby Heysham, CEO da Hemiko, a cidade de Londres tem identidade com o Tâmisa, tornando o projeto emblemático. A empresa planeja começar pela infraestrutura central: a bomba de calor da fonte ribeirinha, as tubulações subterrâneas e a conexão inicial de um cluster de edifícios.
Depois, o agrupamento deve se expandir para novas construções, tanto residenciais quanto existentes. O anúncio ocorre no mesmo dia em que o setor ainda não regulado passou a ficar sob supervisão da Ofgem, para proteger clientes de aumentos abusivos.
A gestão pública também projeta ampliar a demanda de aquecimento atendida por redes de calor na próxima década, buscando maior participação no mix energético da cidade.
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