- O Turtle Survival Center, em Cross, Carolina do Sul, recebeu a terceira edição do curso de biologia, conservação e manejo de quelônios, conhecido como Turtle School.
- O programa dura uma semana e reúne especialistas de zoológicos, veterinários e colaboradores de diferentes países para aprender cuidados, reprodução, nutrição, habitat e saúde de tartarugas e jabutis.
- O objetivo é formar uma rede de profissionais para proteger espécies ameaçadas, com foco em manejo responsável, quarentena, diagnóstico de doenças e reintrodução quando possível.
- O centro funciona como “banco genético” de espécies raras, mantendo habitats com espaço individual, iluminação adequada, água tratada e monitoramento de saúde.
- A Turtle Survival Alliance e a Association of Zoos and Aquariums apoiam o curso, destacando a crise de extinção de tartarugas e a importância do trabalho colaborativo para conservar as espécies.
O Turtle Survival Center (TSC), em Cross, Carolina do Sul, recebeu a terceira edição do curso de Biologia, Conservação e Manejo de quelônios, conhecido como Turtle School. O treinamento ocorreu em setembro de 2025, com 16 alunos de três países, vindo de zoológicos e profissionais da área.
O centro abriga cerca de 800 tartarugas de 27 espécies, incluindo alguns dos quelônios mais ameaçados. As instalações oferecem clínica veterinária, áreas de quarentena, laboratórios, viveiros internos e externos, além de áreas de incubação e criação de jovens.
O Turtle Survival Alliance (TSA) supervisiona o espaço, que funciona como um “banco genético” para preservar a diversidade de espécies. A organização atua em 30 países, com o objetivo de zerar as extinções de tartarugas e Tartarugas-terrestres.
O curso, promovido pela AZA e pela TSA, combina teoria e prática em oito dias de atividades intensas. Além de manejo em cativeiro, os alunos aprendem sobre temperatura, dieta, qualidade da água e desenho de habitats.
Aulas em campo cobrem captura, medição e identificação de quelônios na natureza, com foco em dados populacionais e conservação de populações selvagens. A disciplina também aborda sinais de doenças comuns.
Especialistas enfatizam que a vida reprodutiva das tartarugas é lenta, tornando cada indivíduo crucial para programas de reprodução. Diversos formadores destacam a importância de programas globais de resgate e reintrodução.
Entre os participantes, profissionais de grandes zoológicos relatam ganhos práticos, como ajustes em iluminação, fotoperíodo e alimentação. Essas melhorias visam aumentar a saúde e a produtividade de populações em cativeiro.
O curso também fortalece a rede entre profissionais de distintas organizações. Os alunos relatam que a troca de experiências e contatos facilita ações de resgate, reabilitação e manejo de espécies ameaçadas.
O Turtle School ocorre em meio a um cenário de crise global para os quelônios, com mais da metade das 364 espécies avaliadas ameaçadas ou em extinção. A caça, o tráfico e a perda de habitat continuam sendo ameaças significativas.
Apesar dos desafios, especialistas afirmam que ações coordenadas em ciência, educação e comunidades locais podem reduzir riscos. O programa busca manter espécies vivas e promover a conservação contínua.
Ao final do curso, os participantes retornam às suas instituições com habilidades ampliadas e redes de apoio para conduzir programas de manejo, reprodução e monitoramento de populações de tartarugas.
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