- A CASC, empresa estatal chinesa de tecnologia espacial, anunciou planos de desenvolver turismo espacial nos próximos cinco anos, incluindo operação de turismo suborbital e, gradualmente, turismo orbital, além de uma infraestrutura de inteligência digital espacial de nível gigavatio.
- Pequim tenta acelerar a corrida espacial comercial com os EUA, buscando tornar a exploração espacial um negócio viável e aspirando à liderança mundial até 2045.
- O atual gargalo chinês é a falha em concluir testes de foguete reutilizável; a SpaceX, com o Falcon 9, já avançou em turismo orbital e satélites em órbita baixa.
- A China protocolou à União Internacional de Telecomunicações planos para colocar cerca de 200 mil satélites em órbita nos próximos 14 anos, com duas mega constelações dominantes e reserva de faixas de frequência.
- Foi inaugurada a primeira Escola de Navegação Interestelar, ligada à Academia Chinesa de Ciências, indicando apoio à base lunar e à pesquisa de planetas fora do sistema solar, em uma janela de 10 a 20 anos para avanços.
China mira turismo espacial e exploração profunda do espaço, enquanto disputa liderança tecnológica com os EUA
A China afirmou que vai desenvolver turismo espacial nos próximos cinco anos. A promessa foi feita pela principal contratante espacial estatal, a CASC, segundo a CCTV.
A CASC afirmou ainda que pretende iniciar operações de turismo espacial suborbital e, progressivamente, turismo orbital, além de apostar em infraestrutura de inteligência digital espacial de gigawatt.
A informação sustenta o esforço de Pequim para tornar a exploração espacial um negócio comercial, acompanhando a corrida com os Estados Unidos.
Avanços e ambições da China
Beijing busca transformar-se em potência espacial mundial até 2045, conforme anuncios da CASC e coberturas da CCTV. Uma meta de longo prazo acompanha o ritmo acelerado de lançamentos.
A China teve recorde de 93 lançamentos em 2024, ampliando o ecossistema de empresas privadas de exploração espacial que apoiam o crescimento comercial.
Conflito tecnológico com a SpaceX
O país vê a dominância da SpaceX em órbita baixa como risco à segurança nacional e avança com constelações próprias de satélites, visando dezenas de milhares no espaço nas próximas décadas.
No final de 2024, entidades chinesas apresentaram ao ITU planos para cerca de 200 mil satélites nos próximos 14 anos, com megaconstelações para reservar faixas de suborbital e frequências.
Conexões com pesquisa e exploração profunda
A inauguração da primeira School of Interstellar Navigation pela CAS no CAS aponta para formação de talentos em propulsão interestelar e navegação de deep space.
A instituição reforça a estratégia de migrar de operações em órbita próxima da Terra para missões mais distantes, incluindo presença na Lua e busca de planetas fora do sistema solar.
Tecnologias-chave e padrões internacionais
A CCTV destacou avanços em exploração de recursos celestes, mineração inteligente, monitoramento de detritos e regras de tráfego espacial, com foco em padrões internacionais.
O projeto lunar chinês Chang’e-6, que trouxe amostras da face oculta da Lua em 2024, sustenta a agenda de pesquisa lunar e padrões de cooperação global.
Contexto da corrida espacial
Os EUA enfrentam forte competição de China e buscam retorno de astronautas à Lua, objetivo que não se concretizava desde 1972. A disputa envolve capacidades de turismo espacial e infraestrutura.
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