Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fósseis marinhos de 512 milhões de anos são encontrados na China

Fósseis de 512 milhões de anos revelam a biota de Huayuan, China: 153 espécies, 91 novas, preservação excepcional e pistas sobre o ecossistema marinho pré-Cambriano

Um dos fósseis de criaturas marinhas da biota de Huayuan, na China
0:00
Carregando...
0:00
  • Fósseis de espécies marinhas encontrados no sul da China têm idade estimada de 512 milhões de anos, formando a biota de Huayuan e preservados de forma excepcional.
  • A análise de 8.681 espécimes identificou 153 espécies, sendo 91 novas, distribuídas em 16 grandes grupos animais.
  • O conjunto fica entre os mais importantes do registro fóssil, comparável à biota do xisto Burgess (Canadá) e à biota de Chengjiang (China).
  • Entre os grupos dominantes estavam artrópodes, cnidários e esponjas; havia predadores com membros adaptados para agarrar presas e uma espécie com espinhos que lembra um cacto.
  • Os achados ajudam a entender a vida após a extinção em massa ocorrida há cerca de 513,5 milhões de anos e sugerem que criaturas de águas profundas foram menos afetadas; as larvas parecem ter se espalhado pelas correntes desde o Cambriano.

Cientistas desenterraram milhares de fósseis no sul da China, na região de Huayuan, na província de Hunan. A idade estimada dos invertebrados é de 512 milhões de anos, e muitos restos estão extremamente bem preservados, com traços de pernas, brânquias, intestinos, olhos e nervos.

Foram catalogadas 153 espécies a partir de 8.681 espécimes, entre as quais 91 eram desconhecidas até então. Os fósseis pertencem a 16 grandes grupos de animais, principalmente artrópodes, cnidários e esponjas.

Os achadosCompõem o conjunto denominado biota de Huayuan, encontrado em uma única pedreira. O estudo foi publicado nesta quarta-feira na revista Nature, pelos pesquisadores liderados por Han Zeng, do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing.

Descoberta e contexto

A biota de Huayuan representa um ecossistema marinho profundo, próximo à borda da plataforma continental do sul da China. Os fósseis ajudam a entender a explosão Cambriana e a extinção em massa ocorrida há cerca de 513,5 milhões de anos.

Os autores comparam o conjunto com a biota do xisto Burgess, no Canadá, e a biota de Chengjiang, na China, destacando semelhanças entre espécies. A análise sugere que larvas de invertebrados já se dispersavam por correntes oceânicas naquela época.

Significado científico

Especialistas afirmam que o achado fornece visão única sobre a vida marinha pós-extinção, com animais desde a coluna d’água até o sedimento. A preservação em nível celular permitiu observar estruturas internas e diferentes hábitos de alimentação e mobilidade.

O estudo também aponta que a extinção em massa impactou menos profundamente as espécies de águas profundas do que as de ambientes rasos. A pesquisa destaca a importância de comparação entre biotas antigas para entender adaptações evolutivas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais