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Reduz o consumo de energia em separações químicas industriais

Membranas de Osmoses, startup ligada ao MIT, reduzem necessidade de calor em separações de gases, prometendo maior eficiência, menor footprint e economia de energia

Osmoses' membrane technology is capable of filtering gases with high levels of selectivity and flux.
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  • A Osmoses, startup ligada ao MIT, desenvolveu membranas poliméricas que filtram gases com alta seletividade, reduzindo a necessidade de calor nas separações industriais.
  • A tecnologia busca tornar processos de separação mais eficientes, diminuindo o consumo de energia, que hoje representa grande parte do uso energético no setor químico.
  • Já há pilotos em andamento para upgrade de biogás, separando CO₂ e metano, além de projetos para recuperar hidrogênio e, em parceria com o Departamento de Energia (DOE), extrair hélio de poços subterrâneos.
  • Os fundadores passaram pelo programa I-Corps da National Science Foundation (NSF) para falar com clientes da indústria, o que ajudou a validar o mercado.
  • A empresa pretende validar a escala em pilotos no Canadá, com expansão para outras aplicações, como captura de carbono, melhoria de gases e recuperação de recursos, ampliando o portfólio de mercados.

O Osmoses, spin-off do MIT, desenvolveu membranas poliméricas para filtrar gases com alta seletividade, reduzindo a necessidade de aquecimento nas separações industriais. A empresa foi fundada por Francesco Maria Benedetti, Katherine Mizrahi Rodriguez, professor Zachary Smith e Holden Lai, em 2021, para enfrentar o alto consumo energético desse processo.

As membranas utilizam uma classe de polímeros com estruturas ajustáveis, chamadas hidrocarbon ladder polymers, capazes de separar moléculas de gases com eficiência superior. Segundo a Osmoses, o avanço permite aumentar a produção, diminuir o consumo de energia e ocupar um espaço menor do que os sistemas convencionais baseados em calor.

A tecnologia está sendo testada com parceiros industriais para demonstrar desempenho, incluindo a melhoria de biogás ao separar CO₂ do metano. Projetos em estudo envolvem recuperação de hidrogênio de grandes unidades químicas e, em parceria com o Departamento de Energia dos EUA, a extração de hélio de poços de hidrogênio subterrâneos.

Avanços tecnológicos e parcerias

Benedetti, que ingressou no laboratório de Smith em 2017, lidera o desenvolvimento ao lado de Mizrahi Rodriguez e Lai. A equipe realizou patents com Stanford e MIT entre 2020 e 2022 e publicou resultados na revista Science em 2022. O objetivo é levar a inovação do laboratório ao mercado.

Projetos-piloto e metas

Atualmente, a Osmoses trabalha para validar a tecnologia em escala com um piloto de upgrade de biogás em uma planta de gerenciamento de resíduos no Canadá. Outro piloto mira usinas de laticínios no país. Os planos incluem expandir a produção para centenas de quilogramas e, eventualmente, ampliar aplicações em captura de carbono, remoção de gases ácidos e separação de oxigênio e nitrogênio.

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