- Estudo encomendado pela Health and Care Research aponta que 15% de todas as lojas de alimentação online na Inglaterra são “dark kitchens” (um em sete).
- Plataformas de entrega como Deliveroo e Just Eat alojam esse modelo, também conhecido como cozinhas ocultas, nuvem, fantasma ou virtuais, sem loja visível ao público.
- O estudo criou uma definição única para identificar essas cozinhas: cozinhas comerciais tecnológicas, voltadas principalmente para entregas, para atender a pedidos online de consumo imediato.
- Reguladores e autoridades enfrentam desafio de regulamentação, já que as dark kitchens costumam ter pouca visibilidade, dificultando inspeções e políticas públicas.
- Preocupações de saúde pública incluem maior oferta de fast food com alto teor de gordura, sódio ou açúcar, além de questões de segurança alimentar e possível contaminação cruzada entre marcas que compartilham o mesmo espaço.
O estudo indica que uma em cada sete empresas de entrega de comida na Inglaterra opera como uma dark kitchen, ou cozinha fantasma, segundo pesquisa universitária que analisou plataformas como Deliveroo e Just Eat. O fenômeno aponta para o crescimento de um segmento de fast food sem loja física voltada ao público.
Os pesquisadores da Universidade de Sheffield, em parceria com o Health and Care Research, definiram a atividade com clareza para facilitar fiscalização e políticas de saúde pública. A partir de dados coletados, 15% de todos os varejistas de comida online no país são kitchens de entrega, sem atendimento direto ao cliente no ponto de venda.
O conceito foi elaborado para padronizar o entendimento, facilitando inspeções e regulatórias. A investigação mapeou operações por meio de técnicas de coleta de dados em plataformas como Uber Eats, identificando concentrações de marcas no mesmo código postal, sinal de hubs apenas para entrega.
Nova definição e implicações
A definição consolidada descreve cozinhas comerciais tecnológicas que funcionam principalmente para entregas, atendendo pedidos online para consumo imediato. O estudo ressalta que esse modelo pode reduzir custos, mas traz riscos de segurança alimentar, especialmente para alérgicos ou quem tem restrições dietéticas.
A pesquisa também aponta questões de fiscalização, pois cozinhas compartilhadas dificultam a identificação de ambientes de preparo e possíveis contaminações cruzadas. Além disso, zones de gestão próximas a escolas, usadas para restringir a densidade de estabelecimentos, não se aplicam a essas cozinhas apenas para entrega.
A análise destaca ainda que, embora o modelo ofereça conveniência, ele pode impactar padrões de consumo de alimentos ricos em gorduras, sal ou açúcar, com maior oferta online e consequente aumento da demanda. A divulgação de informações claras aos consumidores é considerada essencial pelos pesquisadores.
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