- Espécies de lagartos agamídeos na Sri Lanka são ameaçadas e distintas evolutivamente, com dezenove das vinte e duas espécies endêmicas à ilha.
- As ameaças principais são perda de habitat, mudanças climáticas e o comércio ilegal, com espécies de alcance restrito atraindo traficantes internacionais.
- Um estudo de março de 2025 aponta que mais de quarenta por cento dos habitats críticos continuam sem proteção, concentrados na zona úmida e nas áreas montanhosas, como Sinharaja, Peak Wilderness e Dumbara (Knuckles).
- Há forte demanda no mercado internacional por these lizards endêmicas, com anúncios de venda on-line e em plataformas de comércio de répteis, com preços que chegam a milhares de dólares.
- As lagartixas são protegidas pela Flora e Fauna Protection Ordinance; autoridades e especialistas ressaltam a importância de medidas legais e de conservação para evitar a extinção de espécies de alcance tão restrito.
In Sri Lanka, espécies de lagartos agamídeos estão mais vulneráveis devido a dois fatores principais: redução de habitat e mudança climática, somados ao tráfico de animais exóticos. O arquipélago abriga mais de 20 espécies de agamídeos, com alto endemismo — mais de dois terços não ocorrem em nenhum outro lugar.
Os lagartos vivem nas florestas da zona úmida e em áreas montanhosas, onde o desmatamento aumenta a cada ano. A pressão adicional do tráfico ilegal para o mercado de animais exóticos agrava a situação dessas espécies de alcance restrito.
Um estudo de março de 2025 aponta que mais de 40% dos habitats mais críticos ainda não estão protegidos no país. A pesquisa concentra-se na zona úmida, especialmente os santuários Sinharaja, Peak Wilderness e Dumbara (Knuckles).
Os ambientes identificados são vitais para espécies com alcance muito estreito, como os lagartos do gênero Cophotis. Segundo o estudo, 19 de 22 espécies de lagartos agamídeos são endêmicas de Sri Lanka. Mapas de distribuição ajudam a definir áreas prioritárias para conservação.
A demanda no comércio internacional de répteis é alta. Lagartos de alcance restrito viram alvos de traficantes que lucram com plataformas de venda online e redes sociais. A prática coloca espécies raras em risco de extinção.
Suranjan Karunarathna, coautor do estudo, explica que traficantes buscam espécies com distribuição limitada pela singularidade. O pesquisador acrescenta que comunidades locais e o setor do turismo já recebem orientação sobre a presença de traficantes.
Relatos de campanhas de combate ao tráfico indicam que anúncios de espécies como Cophotis Dumbara e Cophotis ceylanica aparecem com frequência em marketplaces internacionais. Tais itens são procurados por colecionadores de animais exóticos.
O Cophotis Dumbara foi reconhecido em 2006 como espécie endêmica da Dumbara Range. A classificação no Red List ocorreu logo após a descoberta, destacando o risco elevado dessas espécies.
A legislação local protege as lagartos por meio do Flora and Fauna Protection Ordinance. Especificamente, a importação, coleta na natureza e exportação sem permissão são proibidas, salvo para fins científicos ou entre zoológicos mediante licença.
Conflitos entre conservação e comércio internacional são frequentes. A organização TRAFFIC aponta que a raraidade de lagartos e outros animais alimenta a demanda global por pets exóticos, dificultando o controle do comércio irregular.
Apoios legais e judiciais têm sido usados para restringir o tráfico. Advogados ambientais enfatizam que várias espécies estão protegidas e que a atuação internacional pode contribuir para reduzir o saque de fauna silvestre.
A pesquisa ressalta a necessidade de ampliar áreas protegidas e de fortalecer monitoramento. A adoção de políticas mais rigorosas pode reduzir o impacto do tráfico sobre lagartos endêmicos, especialmente na zona úmida e nas áreas montanhosas.
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