- Hospital Vall d’Hebron, em Barcelona, anunciou o transplante facial pioneiro, com a doadora oferecendo o rosto por meio de morte assistida.
- A cirurgia envolveu tecido central do rosto e contou com cerca de 100 profissionais, incluindo especialistas em psiquiatria e imunologia.
- A receptora, identificada apenas como Carme, sofria de necrose do tecido facial causada por infecção após picada de inseto; recuperação está em andamento e está indo bem.
- Para transplantes faciais, doador e receptor precisam ter o mesmo sexo, grupo sanguíneo e tamanho de cabeça semelhantes; o procedimento ocorreu no outono de 2025.
- A Espanha é líder mundial em transplantes; no ano anterior, foram realizados cerca de 6.300 transplantes de órgãos, com 426 pessoas recebendo assistência para morrer em 2024.
Um hospital em Barcelona anunciou nesta segunda-feira a realização de um transplante facial pioneiro. A doadora ofereceu seu rosto para doação antes de se submeter a uma morte assistida, segundo o hospital Vall d’Hebron. A cirurgia envolveu tecido central do rosto.
A receptora, identificada apenas como Carme, apresentava necrose do tecido facial causada por infecção bacteriana após uma picada de inseto, o que comprometia fala, alimentação e visão. A equipe médica informou que a recuperação da paciente segue estável.
A coordenadora de transplantes do hospital ressaltou o elevado nível de preparo da doadora, destacando a decisão tomada para ajudar um desconhecido. Carme afirmou, em coletiva, que vê sinais de recuperação e retorno à própria imagem.
Contexto
O Vall d’Hebron participa de uma linha de transplantes faciais que registra resultados relevantes desde 2010, quando realizou o primeiro procedimento completo. A Espanha é referência mundial em transplantes há décadas.
Segundo dados oficiais, a Espanha realizou cerca de 6.300 transplantes de órgãos no último ano, sendo os rins os mais comuns. Em 2024, 426 pessoas receberam assistência para morrer, conforme levantamento do governo.
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