- Nos últimos doze meses, plataformas de verificação de identidade com biometria evitaram prejuízos de R$ 3,2 bilhões, segundo avaliações do setor.
- A World, empresa de identificação por biometria fundada por Sam Altman, gerou polêmica no Brasil ao oferecer mapeamento de íris a preços baixos, mas suspendeu a coleta.
- O uso da biometria passa a ser visto como base de confiança no ambiente digital, com avanços que vão além da verificação para outros serviços, como pagamentos.
- O mercado global de reconhecimento de íris deve crescer de US$ 5,14 bilhões em 2025 para US$ 12,92 bilhões até 2030, com alta adoção de detecção de vida (Liveness Detection) para diferenciar humanos de bots.
- No Brasil, 90% dos usuários preferem biometria a senhas, mas 60% temem o uso desses dados, estimulando soluções de Computação Confidencial para proteger informações sensíveis.
A biometria ganha relevância para diferenciar humanos de IA, com o Brasil assumindo protagonismo. No fim de 2024 e início de 2025, a World, empresa de identificação por biometria fundada por Sam Altman, gerou polêmica ao oferecer um mapeamento de íris por cerca de 400 reais. O equipamento usado era o Orbs.
A operação no Brasil foi mantida, mas a coleta de íris foi suspensa. Hoje, esse episódio ilustra a corrida por dados biométricos cada vez mais relevantes, em um contexto de conteúdos e pessoas sintéticas que elevam a importância da validação digital.
Em entrevista à Forbes Brasil na época, Ronaldo Lemos destacou que a coleta de íris é apenas uma das formas de escaneamento biométrico. A mensagem foi de que a identidade online pode ser questionada quando tudo pode ser simulado.
Biometria como base de confiança
Guilherme Ribenboim, CRO da Unico, lembra que validar a identidade deixou de ser apenas uma etapa técnica. A identidade digital passa a ser um ativo crítico da sociedade conectada, afirma o executivo, citando o papel da biometria na construção da confiança no ambiente on-line.
No último ano, novas plataformas de verificação de identidade e comportamento evitaram cerca de R$ 3,2 bilhões em prejuízos. No varejo, a inovação avança para pagamentos com leitura da palma da mão, como demonstram a Elo e a Tecban em prova de conceito.
Eduardo Merighi, CTO da Elo, diz que pagamentos por gesto humano traduzem confiança em uma experiência simples, segura e sem barreiras. A tecnologia reforça o aspecto humano da biometria como facilitadora de transações.
Mercados globais e aplicações avançadas
O mercado global de reconhecimento de íris deve saltar de US$ 5,14 bilhões em 2025 para US$ 12,92 bilhões até 2030, com crescimento anual de 20,23%. O grande diferencial técnico atual é a detecção de vida (Liveness Detection), que usa IA para identificar micromovimentos e reflexos.
Esse recurso é visto como o padrão-ouro contra bots e reproduções de alta definição usadas para fraudes e perfis fakes, fortalecendo a verificação de identidade em redes.
Regulação, segurança e proteção de dados
A verificação compulsória de idade em plataformas de grande escala, como Roblox, traz uma camada adicional de proteção para menores. Especialistas apontam que avaliações de idade baseadas em reconhecimento facial ajudam a tornar o ambiente digital mais seguro, desde que acompanhadas de uma abordagem baseada em riscos.
No Brasil, apesar da alta aceitação da biometria — cerca de 90% dos brasileiros preferem esse método a senhas —, há preocupação entre usuários. Pesquisas do setor indicam que 60% temem fornecimento de dados biométricos, impulsionando medidas de computação confidencial, com processamentos criptografados e isolados.
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