- Em 2020, as emissões globais de CO₂ caíram 5,6% em relação a 2019, com cerca de 2 gigatoneladas a menos, devido ao lockdown e à redução de viagens.
- Em anos de crise econômica, as quedas ocorrem com mais frequência, como em 2008, quando houve queda de 1,5% nas emissões.
- A dissolução da União Soviética também levou a uma redução de 3,3% nas emissões.
- Para cumprir o Acordo de Paris, o mundo precisa reduzir as emissões de combustíveis fósseis em 5% ao ano a partir de 2026.
- Em 2025, as emissões de CO₂ subiram 1,1% em relação ao ano anterior.
Houve quedas nas emissões globais de CO2 em alguns anos, principalmente durante crises. Em 2020, as emissões caíram 5,6% em relação a 2019, totalizando 2 gigatoneladas a menos, antes da recuperação posterior.
A retração de 2020 está ligada à pandemia e ao lockdown que reduziram viagens aéreas e atividades econômicas. Em anos anteriores, quedas ocorreram em contextos de crise econômica, como 2008 e o fim da era soviética.
As emissões vindas de combustíveis fósseis são as principais responsáveis pelas mudanças climáticas. O Acordo de Paris, de 2015, busca limitar o aquecimento a 1,5ºC acima do pré-industrial, requerendo redução planejada do uso de fósseis.
Meta necessária para o Paris
Para alcançar a meta de 1,5ºC, seria preciso reduzir as emissões de combustíveis fósseis em cerca de 5% ao ano a partir de 2026. Ou seja, seria necessário manter quedas semelhantes às de 2020 todos os anos subsequentes.
Entretanto, dados recentes indicam trajetória contrária. Em 2025, as emissões globais de CO2 cresceram 1,1% em relação a 2024, sinalizando desafio contínuo para a política climática.
Fonte: Global Carbon Project 2025
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