- Conservacionistas da RSPB, com financiamento da Natural England, usaram drones para surveyar áreas remotas dos Pennines, na primeira verificação desse tipo.
- Na High Helbeck estate, os proprietários criaram 79 hectares de restauração de peatland e 25 novas “scrapes” (poços rasos) para calçar a presença de lavadeiras.
- Em oito de catorze locais avaliados, as dunlins foram avistadas, com o retorno de filhotes em tanques de bog recém-criados.
- As dunlins sofrem queda global de pelo menos vinte por cento desde o início dos anos dois mil, e a espécie é classificada como quase ameaçada pela IUCN; no Reino Unido está entre as mais raras.
- A iniciativa mostra como restauração de habitats e colaboração com proprietários pode favorecer aves molhentas e outras espécies na região.
A equipe da RSPB, em parceria com propietarios de terras, realizou a primeira survey com drones na Pennines de Cumbria para monitorar dunlins. A ação, financiada pela Natural England, revelou crias em habitatos alagados recém-restaurados.
Os dunlins são aves costeiras em perigo na Inglaterra, cuja população vem encolhendo por drenagem, queima de áreas de criação e caça de faisões. Elas migram longas distâncias entre o oeste da África e as áreas de alagadiças da Grã-Bretanha.
Na região de High Helbeck, os proprietários criaram 79 hectares de restauração de pantanais e 25 novos locais de alimentação para as aves, conhecidos como “scrapes”. Entre os locais avaliados, oito apresentaram presença de dunlins.
A observação de filhotes em um novo lago de bog foi especialmente marcante para os conservacionistas, que destacam a importância de áreas úmidas bem conservadas para a reprodução da espécie.
Kath Milnes, responsável da Natural England em Cumbria, afirmou que o projeto demonstra como investir na natureza traz benefícios coletivos e ajuda espécies como o dunlin a prosperar com a restauração parcial de peatlands.
Nicolete Blackett-Ord, co-proprietária de High Helbeck, comentou que o trabalho conjunto com a RSPB permitiu compreender melhor a distribuição e as necessidades de habitat da espécie, reforçando o valor da parceria entre comunidades e proteção ambiental.
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