- Pesquisadores treinaram o bonobo Kanzi e ele apontou para recipientes cheios de suco, demonstrando compreensão de líquidos imaginários em situações de fingimento.
- Em um conjunto de cinquenta tentativas, Kanzi escolheu o copo “cheio” correto em 34 ocasiões, sugerindo que entendia o conceito de líquidos imaginários.
- Num segundo teste, quando dois copos eram apresentados e simulavam ser preenchidos, Kanzi indicou o copo com líquido real em 14 de 18 tentativas, distinguindo o que era tangível do que era imaginário.
- Em um terceiro experimento, o chimpanzé identificou com acerto a localização de uma uva imaginária colocada em um dos recipientes transparentes.
- Os autores sugerem que a capacidade de representar objetos de fingimento pode ter raízes em nosso ancestral comum com bonobos, entre seis e nove milhões de anos atrás; o estudo foi publicado na revista Science e Kanzi, que já faleceu aos 44 anos, participou dos experimentos.
Um estudo com bonobos mostra que esses primatas podem compreender objetos imaginários em cenários de faz-de-conta. A pesquisa foi publicada na revista Science e envolveu o bonobo Kanzi, que morreu aos 44 anos. Os pesquisadores são da University of St Andrews e da Johns Hopkins University.
Os experimentos começaram com Kanzi apontando para recipientes com suco como recompensa. Em seguida, foram apresentados dois copos transparentes vazios e um jarro que simulava encher um deles, para identificar qual continha o líquido imaginário. Kanzi acertou 34 de 50 tentativas, superando a chance e sugerindo compreensão de líquidos imaginários.
Resultados adicionais
Para verificar se o animal reconhecia líquidos reais vs. imaginários, foram usados dois copos, um com suco e outro vazio. Ao simular o enchimento com o jarro, Kanzi escolheu o copo com líquido real em 14 de 18 tentativas, indicando distinção entre conteúdo tangível e imaginário.
Outro teste envolveu localizar uma uva imaginária colocada em um dos dois recipientes transparentes, com desempenho também adequado. Os autores destacam que os resultados demonstram capacidade de seguir objetos imaginários em cenários de faz-de-conta.
Implicações
Os pesquisadores afirmam que a habilidade de representar objetos imaginários pode não ser exclusiva dos humanos. A identificação de pretendência em Kanzi sugere que esse traço pode remontar ao nosso ancestral comum, entre 6 e 9 milhões de anos atrás.
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