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Buraco negro exibe atividade incomum anos após engolir estrela

Buraco negro supermassivo no centro de galáxia distante emite jato relativístico há seis anos, com luminosidade cerca de cinquenta vezes maior que no início, sem sinal de arrefecer

Concepção artística de um evento de ruptura de maré que ocorre quando uma estrela passa fatalmente perto de um buraco negro supermassivo
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  • Um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia distante está exibindo um jato relativístico de material em alta velocidade, após destruir uma estrela próxima demais.
  • O evento ocorreu a cerca de 665 milhões de anos-luz da Terra; a estrela era do tipo anã vermelha, com cerca de 0,1 massa solar.
  • O jato já funciona há seis anos, mais tempo do que qualquer observação similar, e tem mostrado aumento de luminosidade sem sinais de parar. A fonte está cerca de 50 vezes mais brilhante do que quando foi descoberta.
  • O material remanescente da estrela começou a ser expelido duas anos após a ruptura, quando o resto da estrela foi despedaçado pelas forças gravitacionais do buraco negro.
  • Os cientistas ainda não sabem exatamente por que o jato relativístico é tão intenso; estimam que pode estar ligado a campos magnéticos ao redor do buraco negro, com pico de emissão previsto para este ano ou no próximo, e possível queda gradual nas próximos anos.

Cientistas acompanham um buraco negro supermassivo que apresenta um comportamento extraordinário, com um jato de material em alta velocidade apresentado por anos após despedaçar uma estrela. A observação utiliza principalmente radiotelescópios no Novo México e na África do Sul, com base no centro de uma galáxia muito distante.

O buraco negro fica a cerca de 665 milhões de anos-luz da Terra e tem aproximadamente 5 milhões de massas solares. A estrela destruída era uma anã vermelha, com cerca de 0,1 massa solar. O material remanescente ficou exposto ao espaço apenas dois anos após a ruptura por maré, mas o jato já opera há seis anos.

O evento, conhecido como ruptura por maré, envolve a separação da estrela pela gravidade extrema do buraco negro e o consequente aquecimento do gás que cai para o buraco negro. O jato relativístico é visto como emissão de rádio extremamente brilhante gerada por esse material próximo ao horizonte, sem cruzá-lo.

Jato relativístico em evidência

A luminosidade da fonte aumentou de forma exponencial, chegando a ser cerca de 50 vezes maior do que na descoberta inicial. A equipe afirma que o nível atual é incomum entre objetos em ondas de rádio, mantendo-se estável por anos.

Estudos indicam que a origem do jato pode envolver campos magnéticos ao redor do buraco negro, mas ainda não há consenso sobre por que o fenômeno é tão intenso neste caso específico. A explicação permanece uma área ativa de pesquisa.

O desfecho desse jato ainda não é claro: os cientistas aguardam o provável pico ainda neste ano ou no próximo. Após o pico, a emissão deve diminuir lentamente, com expectativa de observação por mais de uma década.

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