- Pesquisadores do Instituto de Geociências da USP usaram Lidar aerotransportado com drone para mapear a caverna Casa de Pedra, em Iporanga, SP.
- A medição apontou pórtico de 197 metros, configurando a maior abertura de caverna do Brasil e, possivelmente, do mundo.
- O mapeamento resultou em um gêmeo digital de alta resolução, preservando dimensões do leito, teto e morfologia do sumidouro.
- O estudo também monitora a hidrologia do rio Maximiano; chuvas de uma hora podem elevar o nível da água na saída da gruta em mais de dois metros.
- A Casa de Pedra está fechada desde 2003; o monitoramento orienta plano de manejo e avaliação de riscos para futuras visitas.
O grupo de pesquisa do IGc da USP mediu a entrada da caverna Casa de Pedra, em Iporanga (SP), e indicou que o pórtico tem 197 metros de altura. A dimensão aponta para a maior abertura já registrada no Brasil e possivelmente no mundo. O levantamento foi feito com Lidar aerotransportado, a laser 3D por drones.
A tecnologia penetrou a vegetação da Mata Atlântica e gerou uma nuvem de pontos que sustenta um gêmeo digital da caverna. Com ele, os cientistas analisam morfologia, leito do rio e teto, o que não era possível com imagens convencionais.
O estudo, realizado no âmbito do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), também monitora a hidrologia interna. Sensores acompanham o rio Maximiano que corta o interior da caverna.
Medição e método
Dados de precisão indicam que a entrada da caverna alcança 197 metros de altura. A equipe explicou que o pórtico pode ser o maior já registrado, mantendo-se sob avaliação de validação por parte de especialistas.
O Lidar emite milhões de pulsos de laser por segundo, permitindo mapear áreas de difícil acesso e registrar a topografia com alta fidelidade. A técnica facilita análises métricas detalhadas da cavidade.
O resultado oferece um modelo virtual de alta resolução, preservando medidas reais para estudo da morfologia, do leito ao teto, de forma contínua e replicável.
Riscos de inundações e manejo
As medições de chuva indicam que precipitações de curta duração elevam o nível da água na saída da gruta. Em registros, 60 mm/h geraram aumento de cerca de 2,17 metros em 90 minutos.
Os dados ajudam a entender a resposta hidrológica do sistema cavernário e o tempo de recuperação após eventos de chuva intensa. Isso é relevante para planos de manejo e segurança de futuras atividades.
A Casa de Pedra permanece isolada de visitas desde 2003, após incidente causado por tromba d’água. A monitorização atual orienta ações de preservação e avaliação de riscos para o local.
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