- O guarda do National Trust, Nick Dunnett, atua no castelo Tattershall, em Lincolnshire, buscando o tritão-crestado, espécie protegida, que lembra um “mini dinossauro”.
- A maior população reprodutiva fica no fosso e nos terrenos ao redor; a água do fosso proporciona cortejo, postura de ovos e desenvolvimento dos filhotes.
- A argamassa de cal pode ferir a pele dos tritões; quando localizados em lugares de risco, são resgatados com permissão do Natural England e levados para refúgios no entorno do castelo.
- Os refúgios, feitos com tijolos empilhados, oferecem espaços úmidos para hibernação; seis tritões foram resgatados neste inverno.
- O trabalho é feito com uma equipe de voluntários e envolve manter água, vegetação, refúgios e monitoramento para proteger a população a longo prazo; o castelo abriga o tritão-crestado, que pode chegar a até 17 centímetros.
O guarda de patrimônio Nick Dunnett atua como ranger da National Trust no Castelo de Tattershall, em Lincolnshire, no sul da Inglaterra. Durante o dia, ele percorre os porões da fortaleza do século XV em busca de uma espécie protegida, o triton-de-dos-crestos, conhecido coloquialmente como newt.
A operação faz parte de um programa de conservação junto ao local turístico, próximo de Sleaford. A grande população reprodutora está no fosso e nas áreas ao redor, onde o ambiente aquático facilita acasalamento, postura de ovos e desenvolvimento dos girinos.
No entanto, o porão da fortaleza não é o habitat ideal para o animal. A argamassa de cal usada nos tijolos pode causar danos à pele dos newts, o que exige ações de proteção. Quando há exemplares em áreas de risco, são resgatados com autorização de autoridades competentes e transferidos para refuges criados no interior dos terrenos.
Refúgios e manejo da espécie
Os refugios são estruturas de tijolos empilhados que proporcionam espaços úmidos e protegidos para a hibernação sem perturbação. Nesta temporada de inverno, seis tritões foram resgatados e realojados nesses refúgios instalados no perímetro do castelo.
O trabalho é realizado em conformidade com a legislação ambiental, assegurando a proteção dos animais. Além do resgate, a equipe gerencia o fosso e o entorno, incluindo o controle de níveis de água, a vegetação ribeirinha e a manutenção dos refúgios. Também são conduzidos levantamentos e monitoramento regulares para estudar a população.
O ranger, que integrou a equipe do castelo em 2024, destaca a importância de conciliar história e natureza. A atuação busca manter o local vivo com história, fauna e curiosidades para as futuras gerações, sem revelar detalhes de planejamento ou avaliação futura.
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