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Dispositivos de pesca de atum abandonados poluem a Reserva Marinha das Galápagos

FADs abandonados na pesca do atum atingem a Reserva Marinha das Galápagos, gerando plástico, danos a recifes e fauna, com recuperação insuficiente e custos elevados

Loggerhead turtle swimming around fish aggregation device (FAD) belonging to the Ecuadorean purse seiner 'Ingalapagos', which was documented by Greenpeace in the vicinity of the northern Galapagos Islands.
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  • FADs abandonados estão chegando à Reserva Marinha das Galápagos, prejudicando ecossistemas e animais marinhos, como tartarugas, tubarões e golfinhos.
  • Fads (Dispositivos de Agrupamento de Peixes) são usados por frotas industriais de atum e podem ser deixados à deriva ou perdidos, gerando lixo marinho.
  • Até julho, a Park Nacional relatou 277 FADs encontrados desde 2017, embora o número real seja maior, já que não há um sistema central de monitoramento.
  • A organização TUNACONS realiza a recuperação de FADs, pagando aos pescadores artesanais entre 400 e 600 dólares por coleta, mas a operação deixa lacunas, recuperando principalmente plataformas de frotas que representa.
  • Propostas de mitigação incluem FADs biodegradáveis (EcoFADs) e planos de manejo para responsabilizar proprietários; contudo, ainda há desafios de rastreamento de propriedade e custo de remoção, que pode chegar a cerca de 1.000 dólares por retirada.

Abandoned FADs drift across the Galápagos Marine Reserve, deixando resíduos plásticos, redes e animais presos. O alerta veio após relatos de dispositivos de agregação de peixe encontrados próximos a tubarões, tartarugas e lobos-marinhos. O foco é entender como esses aparelhos entram na reserva.

A situação envolve comunidades locais, ONGs e autoridades. Pesquisadores da Inti Keith, da Charles Darwin Foundation, destacam que animais ficam enredados ou morrem, com impactos em espécies diversas. A Galápagos National Park busca ações conjuntas para rastrear e recolher os FADs.

O episódio de 2022 ganha relevo pela divulgação de imagens em redes sociais que mostram um FAD preso a uma baleia em decomposição, dentro da área protegida. Além disso, a frota pesqueira industrial é apontada como principal geradora de FADs dispersos.

Desafios de manejo de FADs

FADs consistem em plataforma flutuante com redes e bóia satélite. Elas atraem peixes menores e criam abrigo para predadores, facilitando a pesca com redes de arrasto. Estima-se que dezenas a centenas de dispositivos sejam usados por embarcações Persa nesse oceano.

Ações e gaps de gestão

A TUNACONS lançou programa de recuperação em 2022, remunerando pescadores artesanais. Entre 2021 e 2024, foram retiradas cerca de 60 unidades, com retorno de peças aos donos quando possível. Resta superar limitações de alcance e de responsabilidade pelas FADs perdidas.

Caminhos para o controle

Especialistas defendem melhoria de gestão do fim de vida dos FADs e uso de FADs biodegradáveis, mas alertam que componentes não degradáveis ainda podem estar presentes. A gestão no parque tem custo e logística elevados, com estimativa de mil dólares por retirada em áreas de coral.

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