- Consórcio liderado pela Cenic concluiu com sucesso um novo teste estrutural do Microlançador Brasileiro, com participação da Concert Space, Plasmahub, Delsis e Etsys, para foguete de combustível sólido.
- Foi realizado um teste hidrostático no Sistema de Navegação Inercial integrado ao GNSS, para verificar resistência dos tanques e componentes sob pressurização máxima.
- Em setembro de 2024, a Agência Espacial Brasileira já havia informado testes de voo do sistema de navegação em aeronave monomotor; agora o foco é o primeiro estágio do lançador.
- O projeto recebe financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, visando simular limites de pressão interna e antecipar falhas na combustão.
- O Microlançador Brasileiro tem cerca de 12 metros de comprimento, visão de colocar até 40 quilos em altitude de aproximadamente 450 quilômetros, com custo total estimado em R$ 189 milhões; primeira missão orbital está prevista para 2026.
O Brasil deu mais um passo rumo à retomada de capacidade nacional de lançamentos. Um consórcio liderado pela Cenic, com sede em São José dos Campos, realizou com sucesso um novo teste estrutural do Microlançador Brasileiro (MLBR), foguete de combustível sólido. O teste foi um avanço após avaliação de pressão no sistema.
O MLBR é desenvolvido em parceria com Concert Space, Plasmahub, Delsis e Etsys. O objetivo é lançar cargas de até 40 kg em órbita baixa, com alcance de aproximadamente 450 km. O veículo tem cerca de 12 metros de comprimento e utiliza materiais avançados, como fibra de carbono.
O teste recente ocorreu após um teste hidrostático no Sistema de Navegação Inercial integrado ao GNSS (SNI-GNSS). O resultado indicou que o conjunto suporta os limites de pressurização, permitindo avançar para fases de validação mais complexas.
Em setembro de 2024, a AEB informou que testes de voo do sistema de navegação, ainda em aeronave, tiveram resultados positivos. Agora, o consórcio documenta um avanço ligado ao primeiro estágio do lançador, com foco em segurança e confiabilidade.
O projeto conta com financiamento público da Finep, do MCTI e do FNDCT. Segundo os desenvolvedores, os testes simulam pressões internas para antever falhas associadas à combustão, um dos pontos críticos em veículos lançadores. O objetivo é reduzir riscos antes de voos.
Apesar do avanço, o MLBR ainda passa por vibração, interferência eletromagnética e validações integradas de sistemas antes de qualquer lançamento real. A etapa atual é parte de um cronograma mais amplo para um carregamento útil mais sólido.
O MLBR é visto como sucessor tecnológico do Veículo Lançador de Satélites (VLS), encerrado após falhas e acidentes no passado. Diferentemente do VLS, o MLBR se ancora em uma abordagem mais enxuta voltada a pequenos satélites e missões em órbita baixa.
O foguete está desenhado para transportar até 40 kg a 450 km de altitude e deve iniciar operações com uma primeira missão orbital em 2026. A expectativa é que cada etapa concluída aproxime o Brasil de ter um lançador próprio, fortalecendo soberania e economia espacial.
Detalhes técnicos indicam um diâmetro de cerca de 1,1 metro e estrutura em compósitos, com sistemas alinhados a padrões internacionais de segurança. As informações sobre a propulsão permanecem genéricas, conforme o estágio de testes.
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