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Maioria da população consome menos ômega-3 que o recomendado

Revisão internacional aponta ingestão de ômega-3 muito abaixo do recomendado, elevando risco cardiovascular e impactos no cérebro ao longo dos anos

Fotografia de alimentos com alto teor de gorduras saudáveis ​​na mesa rústica. Vista aérea.
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  • Revisão de 42 estudos aponta ingestão insuficiente de ômega‑3 na maioria dos países, com cerca de 75% da população não atingindo 250 mg por dia.
  • Os três tipos observados são EPA, DPA e DHA, com peixes gordurosos e algas como fontes; a recomendação prática é consumir peixe rico em ômega‑3 duas a três vezes por semana.
  • Deficiência não provoca sintomas imediatos, mas aumenta o risco de doenças cardiovasculares e pode impactar a saúde cerebral e ocular ao longo dos anos; gestantes devem consumir entre 100 e 200 mg diários de ômega‑3, principalmente DHA.
  • Para elevar a ingestão, inclua no cardápio semanal sardinha, cavala, salmão, atum ou anchova; há também ALA de origem vegetal, convertendo pouco no organismo, tornando as microalgas uma alternativa eficiente para quem não come peixe.
  • Suplementação pode ser indicada para veganos/vegetarianos, pessoas com colesterol elevado ou risco cardiovascular, gestantes e lactantes, devendo ser orientada por um profissional de saúde.

Uma revisão internacional, publicada na revista Nutrition Research Reviews, analisou 42 estudos sobre o consumo de ômega-3 e confirmou ingestão abaixo do recomendado em vários países. O levantamento reúne evidências para guias alimentares globais.

A pesquisa aponta que cerca de 75% da população não alcança a meta média de 250 mg diários. O valor corresponde a consumir peixe gorduroso, como sardinha ou atum, duas a três vezes por semana.

O estudo foca em EPA, DPA e DHA, ácidos graxos encontrados principalmente em peixes marinhos e algumas algas. Os autores destacam que a deficiência pode impactar saúde cardiovascular, cerebral e ocular ao longo do tempo.

Apoio de especialistas

O nutrólogo Rodrigo Costa Gonçalves, do Einstein Hospital, comenta que poucos atingem as metas, o que aumenta risco silencioso de problemas cardíacos e efeitos em fases da vida, inclusive na gestação.

Entre os aspectos relevantes, a ingestão adequada de DHA é especialmente importante durante gravidez e lactação, influenciando o desenvolvimento do cérebro e da retina do bebê.

Fontes e estratégias de aumento

A recomendação prática é incluir, pelo menos, duas porções semanais de peixes como sardinha, cavala, salmão ou anchova. Pescados gordurosos concentram EPA e DHA.

Alimentação vegetal fornece ALA, precursor de EPA/DHA, mas a conversão é limitada. Linho, chia, nozes e óleo de canola ajudam, porém menos eficientemente. Suplementos baseados em algas ou óleo de peixe podem ser opções.

Quando considerar suplementação

A decisão deve levar em conta perfil clínico e hábitos alimentares. Veganos, indivíduos com colesterol elevado, gestantes e lactantes costumam explorar escolhas adicionais sob orientação profissional.

Conclui-se que priorizar o consumo de peixes na dieta continua sendo a forma mais eficaz de atingir as metas de ômega-3, segundo especialistas consultados.

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