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México avalia reduzir áreas protegidas para a vaquita

México propõe reduzir áreas protegidas da vaquita, ampliando tráfego naval e pesca no Golfo de California, o que conservacionistas dizem colocar a espécie à beira da extinção

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  • Autoridades mexicanas propõem reduzir áreas protegidas para a vaquita, molusco marinho em risco crítico, no Golfo de California, entre Baja California e o continente.
  • A mudança reduziria a zona de zero tolerância de 288 quilômetros quadrados para 225 quilômetros quadrados e criaria uma área de uso especial que permitiria algumas atividades de pesca.
  • O refúgio da vaquita e a zona de proibição de redes seriam, na prática, consolidados ou dissolvidos, abrindo mais áreas de habitat para a atividade pesqueira.
  • Também pode haver redução no número de pontos de embarque de barcos pesqueiros e reversão da proibição de pesca entre as 16h e as 5h, sob justificativa de hábitos noturnos de espécies locais.
  • Organizações de conservação afirmam que reduções nas proteções representam risco de extinção para a espécie, que já soma cerca de 10 indivíduos, enquanto o governo reúne decisões entre várias agências e atores locais.

A proposta envolve mudanças nas regras de proteção ao vaquita, a mascote marinha mais ameaçada do mundo, que vive no Golfo de Califórnia. Autoridades mexicanas estudam reduzir áreas protegidas para facilitar atividades pesqueiras.

O foco da revisão é o estreito corredor oceânico onde restam apenas cerca de 10 vaquitas. A ideia é abrir parte do habitat à navegação e à pesca, com base em pesquisas científicas e na pressão de comunidades pesqueiras.

A proposta é elaborada por várias secretarias, com participação do SEMARNAT, e recebeu input de representantes do setor pesqueiro. O documento ainda não foi tornado público.

A redução abrangeria a zona de proibição de redes de emalhar, que hoje protege grande parte do lar do animal. O zonamento manteria áreas de manejo, mas reduziria o escopo de proteção.

Entre as mudanças esperadas está a diminuição da área ao redor do refúgio e da zona de Proibição de Emalhar, além da criação de uma área de uso especial para determinadas atividades de pesca.

Especialistas ressaltam riscos: reduzir o território protegido pode aumentar o contato com redes e reduzir as chances de recuperação da espécie, que já enfrenta queda populacional significativa.

A adoção da proposta depende de decisões das agências envolvidas, sem data marcada. Órgãos como a Marinha, a Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas e a Procuradoria Ambiental não comentaram o assunto até o momento.

Estudos citados na análise interna associam menor atividade de vaquitas na área alvo pela redução, mas críticos afirmam que o habitat precisa de proteção maior para a recuperação.

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