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Desmentido: uso de fone sem fio não causa Alzheimer

Vídeo manipulado por IA viralizou a alegação falsa de que fone sem fio causa Alzheimer; neurologista da Associação Brasileira de Alzheimer desmente o conteúdo

É #FAKE que uso de fone sem fio causa Alzheimer — Foto: Reprodução
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  • Vídeo viral no Instagram afirma que fones sem fio causam Alzheimer; conteúdo foi manipulado por IA e é considerado fake.
  • O vídeo ganhou mais de 230 mil curtidas antes de ser desmentido pelo Fato ou Fake.
  • Análise de IA (Hive Moderation) indicou 99% de probabilidade de uso de inteligência artificial; o detector de áudio (Hiya) apontou 97% de fala sintética.
  • O médico Bruno Iepsen, da comissão científica da Associação Brasileira de Alzheimer, afirmou que não há evidência científica de que fones Bluetooth, Wi‑Fi ou celulares causem Alzheimer ou demência precoce.
  • Segundo ele, a comparação com um micro-ondas preso à cabeça é tecnicamente incorreta, e não há comprovação de que a radiação de dispositivos de consumo rompa a barreira hematoencefálica em humanos.

É falso o vídeo que afirma que o uso de fone sem fio causa Alzheimer. A peça ganhou destaque no Instagram no início de fevereiro, com mais de 230 mil curtidas, e foi manipulada por inteligência artificial. O Fato ou Fake avaliou o conteúdo ponto a ponto.

Um médico da comissão científica da Associação Brasileira de Alzheimer, Bruno Iepsen, desmentiu a alegação. Ele explica que não há evidência de relação entre fones Bluetooth, Wi Fi ou celulares e demência precoce, com base em revisões de órgãos de saúde internacionais.

Desmentido e verificações

O Fato ou Fake submeteu o trecho do vídeo a detectores de IA. O Hive Moderation apontou 99% de probabilidade de uso de IA na produção das cenas. O detector de áudio Hiya indicou 97% de probabilidade de fala sintética.

Segundo o especialista, a radiação de dispositivos de consumo é não ionizante e muito abaixo de limites de segurança internacionais. A comparação com um micro-ondas é tecnicamente incorreta, pela potência envolvida.

O médico ressalta ainda que não há evidência de que a barreira hematoencefálica seja rompida por fones, nem que isso permita entrada desordenada de toxinas. Em condições patológicas, a barreira pode ficar mais permeável, mas não de forma indiscriminada.

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